Ocorreu o mais espetacular fenômeno da televisão mundial.
Com um mês de exposição na tevê e três dias de horário eleitoral, Dilma dobra a vantagem sobre o jenio e aumenta a chance de ganhar no primeiro turno.
Dilma tinha 37% e Serra 36%, um mês atrás.
Era o “empate técnico”, o zero a zero da Catanhêde.
Hoje, segundo o Datafalha, Dilma tem 47% e Serra 30% (será que ele já está na casa dos 20% e o Datafalha aplicou uma “margenzinha de erro” ? )
O Datafalha diz que essa reviravolta espetacular se deu por causa da tevê.
Daí é possível tirar algumas conclusões.
Primeiro, que o João Santana, o marqueteiro da Dilma, é o maior gênio da televisão mundial, quiçá multiplanetária.
Chacrinha, Silvio Santos, Boni, Gloria Pires, Tony Ramos, Avancini, Boninho, Ali Kamel, Daniel Filho, Luciana Gimenez, Cala a boca, Galvão, todos, juntos, não dão meio João Santana.
Segundo, que o Celso Kamura, o cabeleireiro é, para dizer pouco, o Bernini da tesoura.
Terceiro, que a tevê brasileira tem uma penetração e um poder de persuasão que as Organizações (?) Globo não seriam capazes de imaginar.
Que o debate da Band, com seus três pontos de Globope, teve um efeito “retro-alimentador passivo”, ou seja: Globope baixo repercute mais que Globope alto – proposição que se tornará uma cadeira à parte na Columbia School of Journalism.
Quarto, que a Vox Populi e a Sensus foram ineptos, porque registraram o que não havia: deram vantagem à Dilma antes da TV.
Que sismógrafo é esse que capta os movimentos de um vulcão, antes que entre em atividade ?
Sem a TV a Dilma não existiria.
Conclusão: o “efeito Lula” é desprezível.
Para o Datafalha, o Lula é e será sempre o que Otavinho pensa dele, segundo o testemunho de um dos presentes a um almoço na Folha (*): um despreparado.
Se não tem título universitário, como ousou ser Presidente da República ?
O Lula é uma anta, diria um certo morador de Veneza.
Um despreparado, para o Farol de Alexandria.
A Dilma não se beneficiou da proximidade com Lula.
Como o Serra também não se beneficiou da suposta (diria a Folha (*)) amizade com Lula.
Tudo é a TV.
Esse PiG (**) de São Paulo diz qualquer coisa.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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