Reproduzido do Blog da Cidadania

No mesmo dia em que sai mais uma pesquisa mostrando que a derrota de José Serra para Dilma Rousseff será, no mínimo, humilhante, a mídia tucana e seu candidato insistem na mesma fórmula que infestou o noticiário e o discurso da direita nos últimos anos, de tentar transformar o capo reacionário de São Paulo e sua quadrilha de dementes midiáticos de ultra-direita em “vítimas” de um “Estado policial” que não existe nem em suas mentes doentes.

O povo, no entanto, eufórico com os avanços inéditos e imensos que o país logrou sob o governo daquele que diziam que traria de volta a inflação e outras tragédias, caso fosse eleito, só pensa em manter o rumo, promessas de melhora de vida que não são nem Lula, nem Dilma que fazem, mas os fatos, o dia a dia.
E como é surrada estratégia da direita de usar seus jornais, televisões, rádios e portais de internet para caracterizarem como despótico um governo que respeitou as divergências comuns à democracia até um ponto em que deixaram de ser divergências para se transformarem em sabotagem e calúnias estarrecedoras, como nos casos da ficha falsa de Dilma e do “menino do MEP”.
A história tucano-midiática de que o governo Lula mandou a Receita Federal investigar  ilegalmente aliados de José Serra com vistas a atingi-lo é tão ridícula quanto as das outras vezes em que estratégias semelhantes foram usadas às portas de uma eleição.
A pergunta básica do direito criminal vem em latim: “Cui Prodest”, ou seja, a quem interessa. Ora, bolas, a quem interessam os dados fiscais dos tucanos vinculados a Serra? A Lula e Dilma?
O povo, obviamente, pergunta-se por que os petistas usariam uma estratégia dessas tendo uma força eleitoral como a que as pesquisas revelam. Não existe um pingo de lógica nessa história. Aliás, mesmo que tivesse, acredito que a sociedade não lhe daria a menor bola simplesmente porque o que está nas preocupações do brasileiro é impedir que voltem ao poder aqueles que o mantiveram na penúria por tanto tempo, antes de Lula.
Não sei se essa história da quebra de sigilo fiscal de tucanos a mando do governo Lula é a “bala de prata” que a direita estava preparando para evitar a eleição de Dilma no primeiro turno. Se for, combina plenamente com os programas eleitorais sofríveis do PSDB na tevê e no rádio e com a estratégia burra de seus meios de comunicação, que, ao tentarem erodir a popularidade de Lula e caluniar Dilma, obtiveram o efeito contrário.
E o pior é que a direita midiática parece não ter juízo e competência para, depois da derrota fragorosa que deverá sofrer inclusive nos Estados, reinventar seu jornalismo corporativo e a sua forma de fazer oposição. Deveremos, portanto, ter mais quatro anos durante os quais o Brasil crescerá e se desenvolverá apesar da mídia e da oposição.

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