Maria de Lourdes Abadia (Foto: Divulgação)
Considerada a maior expressão política do PSDB em Brasília, a candidata ao Senado Maria de Lourdes Abadia ficou em maus lençóis com integrantes do partido depois que outra grande expressão local da legenda, Maurício Correia, resolveu declarar apoio à chapa adversária para o governo, encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz.
O PSDB do Distrito Federal tinha decidido lançar um candidato ao Palácio Buriti para servir como terceira via no DF , em coligação com DEM e PPS. A ideia era ungir a própria Abadia. Mas ela se negou e apelou à Executiva Nacional. Insistiu na coligação com Joaquim Roriz (PSC), sob a justificativa de que os votos dela eram os mesmos do ex-governador e que este, por sua vez, teria a vitória assegurada.
Bem… Roriz, além de ameaçado de impugnação, já está sendo ultrapassado por Agnelo nas pesquisas.
E os tucanos do DF reclamam, reservadamente,  que Abadia não informou ao partido que ela própria tinha pendências na Justiça. A candidata, como se sabe, foi enquadrada pela Lei da Ficha Limpa por não ter pagado multa de R$ 2 mil a que fora sentenciada o Tribunal Regional Eleitoral,   e agora está na fila de recursos a serem julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Resultado da história é que o PSDB já está refazendo suas contas: deverá eleger um número de parlamentares menor do que esperava no DF.

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