Reproduzido de: O Recôncavo
O “chilique” da elite brasileira. Por Jonas Paulo
Por Jonas Paulo de Oliveira Neres,presidente estadual do Partido dos Trabalhadores na Bahia (PT/BA) e Coordenador político da campanha de Dilma no Estado.
A elite brasileira engole atravessado o processo virtuoso de construção da sucessão do governo Lula pela candidata Dilma Rousseff e busca de todas as formas enodoar aquilo que se vislumbra como inevitável: a vitória da candidata petista em 1º turno.
Na tentativa de evitar o avanço do projeto de mudança iniciado em 2002, usam articulistas da grande imprensa, em coro combinado com o candidato potencialmente derrotado, criam fatos e versões e geram crises artificiais no intuito de tensionar a corrida sucessória.
Apoiados pela visão elitista, preconceituosa e autocrática do tucanato, afirmam que Dilma não comandará o Brasil e, sim, o Lula, discurso já desgastado, pois antes diziam que o Lula à frente do Governo, seria comandado por assessores. Pois bem, Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em uma das campanhas mais empolgantes e massivas da história e após dois mandatos consecutivos, consagrou-se o presidente da República Federativa do Brasil com índices de popularidade jamais alcançados pelos seus antecessores.
O governo Lula assumiu um País corroído na sua estrutura econômica, tecido social e ambiente político. E, agora, após um continuo processo de reconstrução, os mesmos opositores que afirmavam que o Lula não teria um sucessor a altura; temem com a liderança absoluta da sucessora nas pesquisas e começam a falar diatribes, afirmando inclusive, que Dilma não queria ser candidata ou que não estaria preparada para o cargo. Ora, será que eles esqueceram que Dilma foi a protagonista de projetos vitoriosos do governo como o Luz Para Todos; o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), construção de novas estradas, Portos e Ferrovias, sem falar, no sucesso da política energética (setor elétrico; gás e petróleo) e nas políticas habitacionais e de saneamento, além do fortalecimento dos blocos econômicos: BRIC, UNASUL, MERCOSUL e IBAS.
E agora, como se não bastasse, eles falam dos nossos parceiros internacionais… Logo eles; servos do FMI; do clube de Paris; da ALCA e da idolatria Yanque. Os verdadeiros adeptos da divida externa brasileira agora, assistem amargurados o FMI virar nosso devedor.
O fato concreto é que a esperança venceu o medo e o Brasil avançou, deixando para trás décadas dos efeitos da concentração de riqueza, aumento das desigualdades sociais, crise energética, estagnação da infraestrutura, desemprego, defasagem salarial e muitos outros desequilíbrios.
A oposição sem discurso se enreda agora no episódio da Receita Federal e envolve a filha e até o genro de Serra, maximizam, politizam e se contradizem. Contam ainda com o apoio de setores da grande mídia; dócil aos seus desígnios, para desestabilizar o processo democrático utilizando-se de várias manobras no afã de conquistar a confiança dos brasileiros que, ao que indica as pesquisas de opinião, já optaram pela continuidade do nosso projeto.
Enfim… Todo o ódio das elites é que o Lula encerra o governo no apogeu com mais de 80% de popularidade. Enquanto o príncipe tucano em 2002 concluiu o governo em declínio, amargando 14% de popularidade, escondendo-se das ruas e da mídia. Por essas e outras razões é compreensível o esperneio de quem só aprendeu a linguagem do poder; um chilique de gente chique da Avenida Paulista.
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