Resposta do Time: “Por que a imprensa brasileira,
controlada por seis famílias reunidas em cartel, é uma merda!” (Deu no Taaaime HOJE!)
controlada por seis famílias reunidas em cartel, é uma merda!” (Deu no Taaaime HOJE!)
O sucesso do Twitter no Brasil, diz James Green, professor de Estudos Brasileiros e Portugueses na Brown University, está intimamente ligado ao processo pelo qual o país saiu das sombras da ditadura até alcançar o status atual de potência global emergente. Depois de 21 anos de ditadura que durou até1985, um pequeno grupo de famílias que monopolizam as comunicações ajudou a manter a homogeneidade da opinião pública na emergente sociedade civil brasileira. Apesar da imensidão do território brasileiro – que vai do Amazonas às metrópoles da costa atlântica – o país viveu condenado à falta de diversidade de informação. Assim, quando o Twitter entrou em cena, os brasileiros estavam sedentos desse tipo de novidade no universo da informação e da comunicação. “Já há clara consciência da importância e do poder do país, e o fato de o Brasil estar longe do resto do mundo motiva os brasileiros”, diz Green. “Todos querem informar-se melhor e saber das últimas tendências.” [Essa opiniãozinha desse professor é meio vagabunda, mas depois, melhora:]
A possibilidade de uma classe média antes inexistente ter ativa participação cívica também dinamizou o crescimento do Twitter no Brasil. O próximo segundo turno das eleições presidenciais, que acontecerão dia 31/10, foi o principal tópico de discussão no Twitter na primeira semana do mês, segundo pesquisa publicada na página Mashable.com, que acompanha as mídias sociais.
“Todos os jornais são furiosamente contra o presidente Lula”, diz Green, referindo-se ao presidente que está concluindo seu segundo mandato, Luiz Inácio Lula da Silva, “presidente que governa para os pobres”, ele mesmo ex-metalúrgico sem graduação universitária. “A Internet é um espaço de resistência dos eleitores contra as empresas jornalísticas brasileiras”. A sucessora de Lula, escolhida por ele, e ex-guerrilheira, é a favorita para vencer as eleições do dia 31/10, contra o candidato do centro-direita, José Serra. [Faltou o Time informar seus leitores que o PSDB, partido do candidato derrotado José Serra, elegeu para o Senado há duas semanas, Aloysio Nunes Ferreira Filho, hoje, como José Serra, empedernido neoliberal privatista, mas que foi terrorista com fotos em cartazes de "Terroristas procurados", durante a ditadura brasileira.]
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