Traz o Estadão suculenta reportagem na pág. A14 um inventário da herança maldita que o Serra despejou no colo de seu adversário Geraldo Alckmin.
“Altos e baixos de uma transição de aliados – Depois de uma campanha amistosa (? – PHA), a passagem de governo de Serra para Alckmin traz de volta divergências entre tucano”.
O buzilis da reportagem é, de fato, a herança maldita.
Serra aumentou o gasto de custeio na Saúde para fazer vitrine eleitoral.
O déficit será de R$ 900 milhões.
(O Alckmin precisa desesperadamente de uma CPMF.)
O processo de concessão do Robanel dos Tunganos do Serra tem mais crateras que a Linha 4 do metrô.
Alckmin vai fechar a Secretaria de Comunicação, que só existia para alavancar a candidatura nati-morta do Serra à Presidência – o Vesgo sempre teve mais chance do que ele.
Alckmin vai acabar com a Secretaria do Ensino Superior que, aparentemente, o Serra criou para vender a USP ao DiGenio.
Serra deixou para o Alckmin esqueletos do tamanho da gengiva dele: a renegociação da divida do Estado.
E concessões na área de Transportes.
Durante a campanha, a Dilma avisou que o Serra ia acabar com o Bolsa Família, mesmo que dissesse que ia dar o 14º. Salário ao Bolsa.
Dilma dava exemplo de projetos do Alckmin que o Serra sepultou.
Pois, segundo o insuspeito Estadão, o Alckmin vai des-sepultar a “Escola da Família” e o “Bom Prato”, que o Serra fechou para não valorizar o “amigo” Alckmin.
A equipe de Alckmin é formada de assessores que lhe foram fiéis “no auge do seu isolamento”, diz o Estadão.
Ou seja, quando Serra apoiou o Kassab para prefeito de São Paulo e mandou Alckmin às favas.
Na solenidade de posse como governador, diante de Alckmin, Serra anunciou que ia fazer uma devassa nas contas do Alckmin.
Agora, lembra o Estadão, Alckmin poderia dizer do Serra o que Claudio Lembo disse ao receber o governo do Alckmin: “Me ofereceram uma Maserati e eu levei um Fusca 1966”.
Paulo Henrique Amorim
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