Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Cerca de 40 pessoas fizeram uma manifestação hoje (11) em frente ao Consulado-Geral Britânico, em São Paulo, pedindo a libertação de Julian Assange, proprietário do site WikiLeaks, responsável pela divulgação de documentos diplomáticos sigilosos. A manifestação, declarada independente – ou seja, não ligada a partidos políticos ou organizações – foi convocada pela internet, por meio de redes sociais como o Facebook e o Twitter.
Oliver, que preferiu não informar o sobrenome e disse não ser ligado a partidos políticos ou organizações, disse que é um dos responsáveis pela divulgação da manifestação pela internet por defender a atuação do site. “Entender o que seus governos fazem e a posição dos Estados Unidos no mundo é uma contribuição que o WikiLeaks deu. Divulgar esses documentos e exigir a liberdade do Assange, que fundou o site e está preso, são deveres de qualquer cidadão”, afirmou.
Também presente ao ato, Miryàm Hess, que faz parte do Conselho da Rede Grumin de Mulheres Indígenas, afirmou que o manifesto é importante para chamar a atenção para uma questão envolvendo os direitos humanos.
“Ele [Assange] é simplesmente um defensor dos direitos humanos e, quando vamos às últimas consequências para defender os direitos humanos, a resposta do Estado que viola esses direitos é prisão, tortura e morte.”
Julian Assange está preso em Londres e pode ser extraditado para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.
Segundo Miryàm Hess, o tema também envolve uma discussão sobre a liberdade e a qualidade da imprensa em todo o mundo. “Acredito que se trate de uma melhora global do jornalismo”, afirmou ela, destacando que o WikiLeaks mostra que o jornalismo precisa ser feito de maneira séria e com fontes confiáveis.
Esta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu Assange. "Vamos fazer o primeiro protesto contra a liberdade de expressão na internet porque o rapaz [Assange] estava colocando lá apenas o que ele leu. E, se ele leu, é porque alguém escreveu. O culpado não é quem divulgou, mas quem escreveu a bobagem", disse Lula.
Edição: Juliana Andrade
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