| Extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assenge, pode levá-lo a julgamento nos EUA (Foto: Stefan Wermuth/Reuters) |
LONDRES (Reuters) - Um tribunal britânico decidiu nesta quinta-feira (24) extraditar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, para a Suécia, onde ele é acusado de cometer crimes sexuais contra duas ex-voluntárias do site, o que ele nega. A defesa de Assange disse que irá recorrer.
Na Suécia, uma porta-voz disse que a promotoria sueca colocará em breve uma nota em seu site se manifestando sobre a decisão.
O australiano Assange, de 39 anos, se diz vítima de uma perseguição política por ter irritado os Estados Unidos com a divulgação de milhares de documentos diplomáticos sigilosos.
Uma das mulheres acusa Assange de ter ignorado pedidos dela para que usasse preservativo em uma relação sexual. A outra diz que ele fez sexo com ela - também sem preservativo - enquanto ela dormia.
Promotores dizem que a segunda acusação se enquadra na menos grave das três categorias de estupro previstas na lei sueca, com pena de até quatro anos de prisão.
Durante três dias de audiências neste mês, advogados de Assange argumentaram que ele não teria direito a um julgamento justo na Suécia, e que promotores do país nórdico tinham cometido erros técnicos no caso.
Alegaram também que o australiano, especialista em informática, poderia acabar sendo enviado para os EUA, onde poderia até ser executado pela divulgação dos segredos.
Segundo os advogados do réu, o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, criou uma "atmosfera tóxica" em seu país, tratando Assange como "inimigo público número 1" e reduzindo as chances de que ele tenha um julgamento justo.
Mas o juiz britânico Howard Riddle rejeitou esse argumento e ordenou a extradição
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