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Clinton em Genebra, onde decorre hoje uma reunião sobre a crise humanitária na Líbia
Clinton em Genebra, onde decorre hoje uma reunião sobre a crise
humanitária na Líbia (Denis Balibouse/Reuters)
Os Estados Unidos estão a “contactar muitos líbios no Leste do país” a quem poderão dar "qualquer tipo de ajuda", afirmou hoje a secretária de Estado Hillary Clinton. A responsável norte-americana fez esta declaração na sequência do apoio público dos EUA a grupos, do Leste, que lutam contra o líder Muammar Khadafi. Hoje, em Genebra os ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países discutem a situação na Líbia.


“Estamos preparados para oferecer qualquer tipo de ajuda”, não só “humanitária” mas também “política” em resposta à crise, “agora que os líbios estão a organizar uma era pós-Khadafi”, afirmou Clinton. No entanto, a secretária de Estado alertou para o facto de ser ainda “muito cedo para ver como isto vai funcionar”.

Antes de pensar em assistência militar, diz o correspondente em Washington do diário espanhol "El País", os EUA deverão facilitar apoio logístico e de informação que facilite o fortalecimento das forças da oposição.


Até agora não há uma "cara" da revolução na Líbia, mas os opositores de Khadafi criaram ontem um Conselho Nacional com o aval dos líderes tribais e das "cidades libertadas".

Hillary Clinton seguia para Genebra, onde hoje irá discutir, com uma série de ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países, como responder à crise humanitária na Líbia.

No terreno, Khadafi continua a controlar Trípoli, enquanto o movimento de protesto que começou no Leste avançava e forças anti-Khafadi controlavam já cidades a poucas dezenas de quilómetros da capital.

Segundo responsáveis das Nações Unidas, dezenas de milhares de migrantes na Líbia, a maioria vindos do Egipto, estão na fronteira entre a Líbia e a Tunísia – e a cada hora chegam mais milhares, diz a ONU.

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