Miniatura
A rede TELESUR entrevistou Farouk Jhinaqui, dirigente da "Frente 14 de janeiro", constituída pelos partidos PCT e PTPDT, do qual é membro. Esses partidos protagonizaram junto com outras organizações e sobretudo com o povo tunisiano, o início do levante árabe. A Frente é um dos saldos organizativos produzidos pela rebelião do povo da Tunísia contra o ditador de seu país, conhecida como a Revolução de Jasmim que espalhou seu perfume no Oriente e na África.
 


Esta entrevista é muito oportuna e, de fato, vem numa boa hora para nos ajudar a entender melhor o que está se passando na Líbia, já que não podemos confiar nas informações da mídia corporativa interessada em manter a dominação imperial e o status quo e, neste caso, nem na Al Jazzira, por que a informação está contaminada pelos interesses dos petrodólares da família saudita.

Abaixo reproduzimos uma síntese desta importante entrevista:

"Farouk Jhinaqui insite que não se pode falar do presidente líbio, Muahmar Kadafi como um revolucionário, antimperialista dos anos 70, 80's. Nas últimas décadas Kadafi se aliou aos governos ocidentais , sendo um amigo do imperialismo, aliado de Sarkozi, Tony Blair e Zapateiro.

Em 2003, aplicou o ajuste estrutural do Banco Mundial e do FMI. Durante o levante do povo da Tunísia, escolheu apoiar o ditador contra o povo; abriu as fronteiras da Líbia às grandes multinacionais e a fechou às imigrações africanas, se transformando no guardião das fronteiras do Mediterrâneo, prendendo os imigrantes africanos em campos de concentração. Dessa forma, deixa feliz seus amigos europeus, implementando o que chamam de "gestão de fluxo migratório".

Kadafi colabora ativamente com a guerra antiterrorista promovida pelos EUA; compra armas da UE,sobretudo da Itália, para usá-las contra seu próprio povo; sequer oferece armas aos palestinos para apoiar sua luta.

Na Líbia não há partidos, associações de espécie alguma ,nem tão pouco entidades da sociedade civil; não há Estado na Líbia: Em Trípole fomenta a divisão tribal para que lutem e se matem entre si; utiliza mercenários estrangeiros contra seu própio povo.


Kadafi não ocupa oficialmente um cargo, é o exército quem manda na Líbia. Sua família fez fortuna com as riquezas do povo; Seu regime e governo não representam nenhuma força antimperialista na região, tão pouco defende a causa palestina. Como todos os líderes árabes, são policiais locais servindo aos interesses do ocidente.


O povo da Líbia está lutando para recuperar sua dignidade, sua liberdade e para isso precisam se desfazer de um déspota! E ainda que os EUA e a UE tentam montar fatos e criar situações para se aproveitar, são os líbios que estão lutando."

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads