A versão brasileira do WikiLeaks, divulgada através da Carta Capital, mostra seis conjuntos de documentos da Operação Satiagraha.
Como previu este Conversa Afiada, não adiantou o ministro Eros Grau sentar em cima dos documentos que incriminam Daniel Dantas.
No primeiro conjunto de documentos, das páginas 54 a 57, assiste-se à mais deslavada operação de evasão fiscal e pagamento de propina.
Há a reprodução de um diálogo entre Humberto Braz, que apareceu no jornal nacional no ato de subornar um funcionário público, e Norberto Tomaz, homem de inteira confiança de Daniel Dantas, que, segundo documento vazado, realiza pagamento de propinas e controla o caixa dois do grupo Opportunity.
O diálogo ilustra a operação para pagar propina através do pagamento de honorários advocatícios de Wilson Mirza.
O inacreditável é que os agentes de Dantas tem à disposição o talão de nota fiscal de Wilson Mirza.
Até Gilmar Dantas (*) será capaz de corar.
Isto é o que o Conversa Afiada conseguiu ler nos primeiros cinco minutos de análise.
Navalha
Em boa hora, o WikiLeaks Brasil se livrou da Folha (**) e do Globo.
Dificilmente os baluartes do PiG (***) jogariam o Dantas aos leões.
É tudo da mesma jaula.
Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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