Schmidt: ou os jornais mudam, ou morrem (aqui, não mudam)
Saiu na pág. B3 da Folha (*) artigo de Eric Schmidt, chairman mundial do Google.
Quando ele olha para a economia global, duas coisas chamam a atenção: a internet e o Brasil.
O Brasil é o maior mercado online da América Latina e um dos que mais crescem no mundo.
A resistência do Brasil à crise foi notável (menos no PiG (**)).
(Se a urubóloga souber disso, nunca mais acessa o Google.)
O Brasil é uma força global crescente.
Nos últimos cinco anos, o numero de brasileiros online mais do que duplicou e chega a 80 milhões – e deve crescer outros 10% este ano.
No Brasil, apenas 20% dos 5 milhões e pequenas e medias empresas estão online.
Há aqui um enorme potencial inexplorado.
“Conforme o pode de computação se torna móvel e cresce o uso de smartphones, o acesso à internet deve se tornar tão difundido como o acesso ao telefone.”
“O Brasil já é um líder nessa área: em 2010, o país superou a marca de 200 milhões de aparelhos celulares em uso, o que corresponde a ligeiramente mais do que toda a sua população.”
Enquanto isso, a Folha (*) celebra o crescimento da tiragem de 0,2%.
A tiragem do Globo caiu em 2010.
Se fossem empresas capitalistas – e não são, porque são empresas familiares medievais – toda a diretoria do Globo e da Folha tinha ido para a rua.
É a única coisa que não cresce no Brasil: jornal.
Pergunta, amigo navegante, se o Schmidt lê o PiG (**) ?
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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