Titular da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, falou ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta segunda-feira, em Genebra, em sessão que contou com ministros de vários países.
Maria do Rosário abriu a intervenção comentando 'o compromisso da presidente Dilma Rousseff' com os direitos humanos. Ao se referir à crise política no norte da África e Oriente Médio, a ministra disse que 'é preciso evitar estereótipos' para entender as diferentes realidades dos países árabes. Segundo ela, 'Nenhum governo se sustentará pela força e pela violência. Nenhum povo suportará, em silêncio, a violação de seus direitos fundamentais.'
''Não compactuamos com regimes de excessão e nem com aqueles que estimulam e sustentam essas Ditaduras''. Ela falou depois de Hillary Clinton com seu discurso seletivo, pedindo a cabeça de quem era aliado até ontem.
'É forçoso reconhecer, que por anos a fio, alianças estratégicas alimentaram o silêncio acerca de violações do Direitos Humanos. Estas situações estiveram ausentes de deliberações neste Conselho. O Brasil considera e tem defendido que este Conselho debata violações de Direitos Humanos em todos os países onde quer que elas ocorram, mas é importante que delibere sem seletividade e sem politização'.
''A escolha do mundo árabe não é extremismos, é preciso combater estereótipos e reconhecer a capacidade de cada povo de enfrentar suas questões mais difíceis e construir alternativas para a paz''.
''País rico é um país sem pobreza. A decisão política é o primeiro passo no estabelecimento de um sistema de garantias dos Direitos Humanos''.
''Na defesa dos Direitos Humanos a crítica e a condenação podem ser necessárias, em alguns momentos até essenciais. No entanto, sem diálogo, sem engajamento e cooperação, inclusive técnica, não é possível alcançar melhoras efetivas na vida das pessoas atingidas por violações de Direitos Humanos''.
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