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O Pentágono apresentou 22 acusações contra o soldado Bradley Manning, que está preso a aguardar julgamento numa base militar da Virgínia, por alegadamente ter entregue documentos sigilosos do Exército e do Departamento de Estado para a WikiLeaks.
A acusação mais grave é a de ajuda ao inimigo, porque o Departamento de Defesa considera que a informação divulgada ajudou os Talibã e a Al Qaeda na guerra do Afeganistão. A pena máxima para esse crime é a morte, mas o porta-voz do Pentágono anunciou que não vai pedi-la para Manning.
Mas o soldado, de 23 anos, pode vir a ser condenado a prisão perpétua. O Pentágono não quis esclarecer se houve mortes directamente relacionadas com a fuga de informação.
Manning foi detido em Maio passado, graças à denúncia do hacker americano Adrian Lamo, que entrou em contacto com o soldado através da Internet.
Em Julho do ano passado, o Exército já apresentara duas acusações formais contra Manning pela fuga de dois vídeos de guerra, um deles divulgado pela WikiLeaks, e 50 telegramas classificados do Departamento de Estado.
“As novas acusações refletem de forma muito mais exata a vasta gama de crimes de que acusamos o [soldado] Manning”, afirmou em comunicado o capitão John Haberland, porta-voz do tribunal do distrito militar do exército de Washington.
São 22 as acusações contra Manning: uma por ajudar o inimigo, outra por publicação indevida de informação na Internet, sabendo que seria acessível ao inimigo, mais cinco por roubo de informações de propriedade pública, oito por transmissão de informações relativas à defesa do país, duas acusações adicionais por fraude e atividades relacionadas através do uso de computadores e, finalmente, cinco acusações de violação de normas internas do Exército
Extraído de Esquerda.net
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