O Banco Central do Brasil estabeleceu como prioridades de curto prazo o controle da inflação, com convergência para o centro da meta (4,5%, em 2012), e do fluxo de capitais estrangeiros que entram no país. A informação foi apresentada nesta terça-feira (26/4) pelo presidente da instituição, Alexandre Tombini, durante a 37ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada no Palácio do Planalto.
De acordo com Tombini, o cumprimento dessas metas levarão o Brasil a manter o crescimento econômico e o desenvolvimento social sustentável. Para isso, completou, o BC aposta em uma série de medidas macroprudenciais, como a recomposição nos níveis de compulsório, aumento de requerimento de capital para operações de crédito de maior risco e aumento do IOF, visando conter a expansão do crédito.
“A crise mostrou a necessidade de atuar com esses instrumentos para conter os riscos financeiros e permitiu o crescimento sustentável do sistema financeiro, mas sobretudo da economia global. Elas visam assegurar a estabilidade econômico-financeira. Nós temos reconhecido isso – não é só o Brasil que reconhece – que elas têm efeito sobre a demanda agregada (…), contribuindo para o controle da inflação”, declarou.
Leia aqui (em PDF) a apresentação do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na reunião do CDES.
Para Tombini, a revisão para cima da projeção do mercado para a inflação deste ano, divulgada ontem pelo Boletim Focus, reforça a tese de que o governo precisa trabalhar para reverter a elevação de preços. Assim como o ministro Guido Mantega, o presidente do BC lembrou, ainda, que a expectativa de alta na inflação está presente em todo o mundo.
Ele informou, também, que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumentou pela terceira vez consecutiva desde o início do governo da presidenta Dilma Rousseff a taxa básica de juros – a taxa Selic -- que passou na última semana do patamar de 11,75% para 12% ao ano.
“Certamente o Brasil tem sido um dos países mais ativos no enfrentamento da pressão inflacionária. A nossa taxa de política tem sido ajustada, não porque nós gostemos, mas porque nós precisamos, de modo a fazer com que esse excesso de demanda seja eliminado e convirja a economia para uma trajetória de equilíbrio maior, com crescimento de fato, porém que seja mais tendente a nos entregar à inflação no centro da meta em 2012, em 4,5%”, afirmou.
Alexandre Tombini concluiu ressaltando o BC manterá a política de intervenções, como as adotadas para lidar com o excesso de capitais, e que continuará, junto ao governo, com todo esforço necessário para que a inflação convirja para a meta em 2012 e para que a economia se direcione a uma trajetória de equilíbrio.
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