Cada revelação que surge sobre a prisão de Guantanamo aumenta o horror sobre o que o Governo dos EUA fez ali. Hoje, o jornal El País revelou , com documentos obtidos pelo Wikileaks e revelados pelo El País, cerca de 30 detidos em Guantánamo sofriam de doenças mentais e vários tentaram suicidar-se diversas vezes. Três deles conseguiram.

O jornal espanhol revela que a relação entre os guardas e os prisioneiros eram marcadas pela violência e que os responsáveis pelos interrogatórios eram soldados obcecados por descobrir o paradeiro de Bin Laden.
Os documentos a que o El Pais teve acesso demonstram que 30 presos de Guantanamo sofriam de «doenças do foro psiquiátrico, transtornos de personalidade, depressões profundas», esquizofrenia e problemas de consumo de drogas. Apesar desses transtornos terem sido comprovadas por avaliação médica, os doentes permaneceram presos e impedidos de voltar aos países de origem durante anos.
O diário espanhol conclui que, mesmo em casos de doença extrema, a procura de informação foi sempre colocada acima da saúde dos indivíduos.
Deplorável o comunicado divuldago hoje, pela Casa Branca, de que o Governo  americano está “decepcionado” porque o diário americano “The New York Times” e outros jornais pelo mundo terem divulgado as monstruosidades de Guantanamo.
Obama fez uma promessa: a de fechar essa prisão ilegal. Mantê-la é que é um crime, não o ato de revelar o que se passa lá.
Quem faz coisas assim - ou tolera que façam, impunemente –  não tem autoridade para falar em direitos humanos em parte alguma do mundo.

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