do TERRA BRASILIS
Na primeira visita que fez à Comissão de Relações Exteriores do Senado, nesta quarta-feira (27), o chanceler Antonio Patriota (foto) criticou a postura dos países desenvolvidos quanto aos Direitos Humanos.

“O debate sobre Direitos Humanos é polarizado entre Norte e Sul, como se os países desenvolvidos só tivessem o que ensinar aos em desenvolvimento. É uma visão equivocada, os piores abusos foram cometidos por nações desenvolvidas. Todos devem reexaminar suas próprias situações e práticas”, declarou.

O ministro avalia que nos 100 primeiros dias do Governo Dilma, a presidente buscou “resultados concretos”, em áreas que o Brasil precisa melhorar para alcançar o “próximo estágio de desenvolvimento”.
Como exemplo, citou os encontros de Dilma com líderes de nações estratégicas para a economia brasileira, entre eles Barack Obama (EUA) e Hu Jintao (China), além dos acordos internacionais que foram concretizados.

Em relação aos objetivos da política externa no Governo Dilma, o chanceler afirma que a “vizinhança” é a prioridade e lembrou que a primeira viagem internacional da presidente foi à Argentina. Para ele, é necessário aproveitar a atual prosperidade dos países sul-americanos. “Vivemos um momento extraordinário na América do Sul, com crescimento de 8% do Mercosul”, enfatizou.

Belo Monte – Patriota fez questão de destacar que todas as solicitações feitas pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para a construção da hidrelétrica de Belo Monte (PA) já haviam sido cumpridas e que respondeu o pedido de suspensão do licenciamento feito pela entidade.

Haiti - A respeito das eleições presidenciais no Haiti, o ministro analisa que a vitória de Michel Martelly é um grande passo na transição política, que deve acontecer de “forma serena”. Patriota ressalta que o governo haitiano precisará agora reconstruir o país e que o Brasil intermediará projetos de desenvolvimento econômico e social com apoio de outros países.

Síria - A escalada de violência na Síria, onde há uma grande quantidade de brasileiros, e no norte da África, também preocupa o Itamaraty. O chanceler disse que todos os brasileiros que queriam voltar, foram atendidos pelas embaixadas, mas que mesmo assim, as autoridades permanecerão em alerta para resolverem as situações de emergência.

Líbia – Patriota pontuou que, assim como muitos observadores internacionais na Líbia, ele acredita que exista interesse no petróleo da região por trás do apoio financeiro e bélico dado aos rebeldes que lutam contra o ditador Muamar Kadafi. “Nos perguntamos se isso é deliberado, se é motivado por interesses puramente pacíficos e de cooperação ou se não é uma maneira de dividir para imperar tendo em vista as riquezas petrolíferas da Líbia, assim como se fez no passado”.

Fonte: Brasília Confidencial
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