do TERRA MAGAZINE

Marcela Rocha
Tucanos ligados ao ex-presidenciável José Serra (SP) minimizam o que é considerado uma derrota para os aecistas na Convenção Nacional do Partido, ocorrida neste final de semana, em Brasília. Para o deputado Jutahy Magalhães Jr. (BA), aliado de primeira hora do político paulista, entregar a presidência do Conselho Político a Serra não pode ser avaliado como um "prêmio de consolação". O parlamentar adianta também que o colega irá disputar as eleições em 2014.

- Serra é um quadro que nas próximas eleições vai avaliar as possibilidades. Ele será candidato em 2014. Agora, qual função pública só o destino, as condições objetivas é que vão definir - pondera Jutahy.
As "exigências" postas por Serra para aceitar a presidência do Conselho englobam: processo eleitoral para o posto e poder deliberativo, entre outros pontos. Segundo aecistas, Serra não quer ser posto de escanteio quando passarem discutir os próximos desafios do partido, a exemplo de eventuais fusões, incorporações e candidaturas.
Neste sábado o PSDB elegeu sua Executiva Nacional. O saldo final mostra vitória do grupo político do senador Aécio Neves (MG), que ficou com a maioria dos cargos de destaque.
E o Instituto Teotônio Vilela (ITV), motivo da recente discórdia entre as alas paulista e mineira, será presidido pelo ex-senador Tasso Jereissati (CE), próximo a Aécio, mas que hesitou em levar adiante o acordo por causa dos conflitos internos.
Confira a entrevista
Terra Magazine - Qual é o seu balanço da convenção?
Jutahy Magalhães Júnior -
 A convenção criou espaços para todas as forças políticas internas que desejam construir um partido forte para enfrentar a hegemonia do governo. Esses espaços que estão aí, através da presidência, do ITV, do conselho político, farão com que cada um se destaque pela capacidade intelectual e de articulação política.
Tasso Jereissati está no cargo que Serra pleiteava estar. O senhor enxerga isso como uma perda significativa de espaço no partido?
Serra ficou muito satisfeito com a eleição dele para a presidência do conselho, que era um proposta já aceita por ele há 60 dias. A ideia foi do governador Marconi Perillo, de Goiás. Serra apresentou modificações necessárias para que ele aceitasse esse conselho e elas foram feitas.
Foi um prêmio de consolação? 
Não. O conselho era o que Serra queria, mas dentro desta forma: com eleição e poder deliberativo, não só consultivo.
Durante a campanha eleitoral do ano passado também foi esboçado um conselho político, mas que nunca se reuniu. 
O conselho, agora, é composto por seis: Serra, Fernando Henrique Cardoso, Aécio, e os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perilo (GO). Ou seja, pessoas com representatividade e responsabilidade.
Fala-se em derrota de Serra para Aécio. Serra ainda pensa em disputar a presidência da República em 2014? 
Antecipar 2014 para agora é uma insensatez. No Brasil, não sabemos o que vai acontecer com o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) daqui a 30 dias. Imagina o que vai acontecer em 2014? Serra é um quadro que nas próximas eleições vai avaliar as possibilidades. Ele será candidato em 2014. Agora, a qual função pública só o destino, as condições objetivas é que vão definir.

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