do ANAIS POLÍTICOS


A política tem essa coisa curiosa do 'estar na mídia'. Para o candidato que não tem bases populares, não anda na rua e não fica perto do pobre porque ele tem cheiro de pobre, isso é muito importante. Afinal, a mídia, última e (quase única) aliada do candidato da elite preconceituosa e mesquinha, é a responsável pela criação e veiculação dos factóides mais tontos.


Eis que o cidadão chamado J. Serra saiu das obscuras galerias endoterrenas onde passa as noites a perambular, para voltar à luz e dizer o que disse. Que Dilma recebeu uma herança maldita de Lula.

Serra não sabe o que falar e fala logo isso. Depois não compreendem por quais motivos a oposição sumiu do mapa eleitoral brasileiro.

A qual herança maldita será que ele se refere? Ao virtual desemprego zero (quantos países no mundo conseguiram chegar a 6,5 de taxa)? Ao crescimento estimado pelos organismos internacionais (aos quais os tucanos sempre foram servís) de 5% estáveis pela próxima década? Ao fato de ter deixado o posto de 15° economia do mundo no tempo de FHC e pulado pra sétima hoje em dia?

São muitas as heranças malditas de Lula, dá pra ver.

Porém, uma boa herança que ele deixou e que só aprendeu quem prestou atenção, é a de não se afastar do povo. Obviamente, lição que um demotucano não poderia absorver. Serra segue à risca a sugestão de seu padrinho, Don Fernando. É perda de tempo ir atrás do pobres.

Veja a foto acima, da época da campanha eleitoral. Ao lado de Beto Richa, Governador do Paraná, sempre fiel aos ideais privatizantes da tucanolândia, Serra finge que beija a mão da pobre senhora.

Ora, se ele considera não higiênico e que pode pegar sapinho, então não faça nada, mas não seja tão duas caras.

Já como disse José Simão, é mentira que Serra tem duas caras. Afinal, se ele tivesse duas, por que faria questão de usar justamente a mais feia?

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