do PROJETO NACIONAL


Na crise de 2008, os bancos privados se retraíram e coube ao Estado – através da Caixa, BB e BNDES – assumir a função de provedor de crédito para o consumo e para a produção.

O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, chegou a chamar de irresponsáveis as taxas de juros mais baixas cobradas por bancos públicos. não são sustentáveis. “Tem que remunerar o capital”, disse Setubal, ao responder pergunta sobre a chance de o “spread” bancário cair nos próximos meses, numa época em que os juros brasileiros só perdiam, no mundo, para os do Zimbábue.


Agora é a vez do economista -chefe do banco, Ilan Goldfajn, dizer que “diante das taxas de juros já próximas do zero nas economias mais maduras e a dificuldade de adoção de políticas anticíclicas graças à dinâmica da dívida e aos déficits fiscais, resta pouco a se fazer contra a recessão”.

Como não resta nada a fazer? Ah, claro, não resta nada a fazer senão pedir juros públicos altos, aplicar em títulos do Tesouro e ganhar dinheiro sem correr risco. O comprometimento dos bancos com a econmia brasileira, da qual tiram seus gordos lucros é esse, o de dizer que “resta pouco a fazer” contra uma recessão importada?

O Itaú, antes da crise, era o maior banco brasileiro, posição que perdeu para o Banco do Brasil justamente por essa postura de “recuar” diante das dificuldades. E, ao que parece, não aprendeu a lição.

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