Imagedo Blog do Zé

Dois movimentos são feitos regularmente pelos críticos da politica econômica do nosso governo: previsões pessimistas quanto ao crescimento do PIB e pressões para uma redução generalizada dos salários e diminuição do consumo.

Interessante é que arriscam-se em previsões numa conjuntura internacional que ninguém acerta uma previsão sequer para duas semanas, quanto mais para cinco meses. E, com sua pressão pelo arrocho salarial e a redução do consumo, só exacerbam as reinvindicações sindicais das centrais, já que para essas entidades isso simplesmente soa como provocação.

Mas, hoje, estão aí nos jornais, repetindo seus mantras com a regularidade de sempre. Um anuncia que o governo reviu as projeções para a economia e trabalha internamente, agora, com a perspectiva de crescimento de 3,7% este ano, abaixo dos 4% previstos ainda esta semana.

Continua a campanha contra reajustes salariais melhores

Outro continua a campanha contra reajustes salariais melhores e publica uma manchete dizendo que a renda sobe e pressiona o consumo. Este, como complemento, dá sequência ao velho mantra: diz que apesar dos sinais de desaquecimento do mercado de trabalho, os salários continuam em alta, o que dificulta o controle da inflação.

Projeções dessa ordem, quando emitidas por ministros ou por diretores do Banco Central (BC), revelam total falta de sensibilidade política. Mas, como a realidade se impõe, o que se torna imperioso discutir agora é a redução dos juros e o controle cambial que depende das medidas do FED (banco central norte-americano) e da evolução de nossa moeda.

Como esta já dá sinais de desvalorização, não há nada que impeça nossa economia de crescer acima dos 4% em 2011 e continuar crescendo. Todos os indicadores macro econômicos indicam que temos condições de continuar a crescer sem taxas elevadas de inflação ou estrangulamentos externos.

Chega de ingenuidade

Basta tomar as medidas necessárias. Que, aliás, estão sendo tomadas, como o Brasil Maior (desonerações em determinadas áreas da indústria), o PRONATEC (programa de ensino técnico) e os investimentos públicos em infraestrutura - e agora, também privados, em montantes cada vez maiores.

O que não podemos é querer crescer, manter a inflação baixa e o real flutuando numa situação excepcional, como a que se apresenta, quando os Estados Unidos tomam medidas para estimular sua economia e a China mantém sua moeda desvalorizada.

Não temos como não tomar medidas excepcionais, também, para dizer o mínimo. Chega de ingenuidade ou má fé quando deixam prevalecer interesses privados. Os do Estado e o interesse nacional falam mais alto do que as teorias econômicas já revogadas pelos fatos.

Foto: Arquivo.

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