do Agência Prensa Latina

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Damasco, 1 nov (Prensa Latina) Milhares de pessoas lotaram hoje a Praça Sabaa Bahrat da cidade de Deir Ezzor, da província homônima síria, para expressar apoio ao presidente Bashar Assad e ao plano de reformas integrais que leva a cabo.


A televisão mostra imagens de um mar humano na central praça dessa cidade de 212 mil habitantes a uns 432 quilômetros ao nordeste de Damasco, a capital.
Os informes indicam que se somaram à massa manifestação residentes de povoados adjacentes que viajaram em caravanas de veículos até a capital provincial para expressar também sua respaldo ao governo de Assad e rejeitar a intromissão estrangeira nos assuntos sírios.
Muitos dos manifestantes portam bandeiras sírias, fotos do presidente e cartazes, algumas das quais agradecem a Rússia e China, e a outros povos pelo apoio seu país.
Em Deir Ezzor e em algumas localidades dessa província fronteiriça com Iraque registraram-se a raiz do início dos protestos em março passado atos de violência azuzados por grupos extremistas que cometeram ações vandálicas contra instituições públicas e a população.
Hoje a calma e a estabilidade voltou à região, asseguram as autoridades, e esta imensa manifestação é reflexo de que a população respalda ao governo central e ao presidente Assad
Nos últimos dias sucederam-se em massa concentrações em várias cidades do país de respaldo às autoridades, como a imensa que teve lugar em Damasco com mais de um milhão e meio de participantes, segundo informaram meios de imprensa, para festejar no Dia da Árvore da Família na passada quarta-feira.
Por outro lado, seguem chegando a Damasco representações de comunidades de sírios residentes no exterior, com o propósito de expressar sua rejeição à intromissão estrangeira.
Entre estas destacam delegações procedentes da Romênia, Inglaterra, Estados Unidos. As autoridades organizam-lhes visitas a lugares inclusive onde a violência desatada pelos grupos extremistas armados tem ocasionado vandalismo, para que possam comprovar a realidade que vive o país.
Além do mais, um grupo de mulheres ex-parlamentares e exdirigentes de partidos, bem como responsáveis por agrupamentos sociais de Turquia visitou o fim de semana a cidade de Aleppo.
Seu objetivo foi promover os laços de amizade entre estes dois países vizinhos que compartilham uma fronteira de 880 quilômetros de longo, e entre os que ultimamente têm aumentado as tensões devido ao que Damasco tem denunciado como intromissão do governo turco nos assuntos internos.
Meios sírios acusaram às autoridades de Ancara de incentivar aos setores extremistas que alimentam às quadrilhas armadas terroristas dentro do país.
Servidores públicos sírios queixaram-se de que foram levantados campos em regiões da fronteiriça província turca de Hatay, que ambos países se disputam desde a Primeira Guerra Mundial, inclusive antes de que começassem os protestos em espera de um êxodo de refugiados.
A assessora presidencial política e de imprensa Boutahina Shaaban comentou em reseñas para o diário inglês The Independent que constitui um mistério a atuação anti-síria do governo de Turquia, quando Síria lhe abriu as portas a esse país ao Oriente Médio.

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