do Opera Mundi
Manifestantes alegam que polícia não deixou opções para que eles se dispersassem
Após a prisão de 400 manifestantes do movimento Occupy Oakland desde o último sábado (28/01), a prefeita democrata Jean Quan inspecionou pessoalmente os locais danificados pelo confronto e disse que acionará a justiça para que aqueles detidos pela segunda vez sejam mantidos longe da cidade. Até ontem, fontes oficiais informavam cerca de 100 detidos e três feridos durante os confrontes com policiais.
O protesto deteriorou-se a partir do momento em que autoridades e militantes passaram a trocar agressões. De um lado, eram arremessadas bombas de efeito moral enquanto que, de outro, pedras e garrafas. A prefeitura da cidade norte-americana foi invadida, teve paredes pichadas e sua bandeira dos EUA incendiada.
No último domingo (29/01), as forças de segurança pública da cidade disseram-se preparadas para conter o grupo caso decida reunir-se novamente. Por sua vez, os manifestantes julgaram as táticas empregadas pelos policiais como ilegais e disseram que irão processar a corporação.
A recorrência de depredações ocasionadas pelos protestos do movimento Occupy Oakland já renderam cinco milhões de dólares em despesas para a municipalidade. Os estragos constantes fizeram com que a prefeita Jean Quan pedisse que os manifestantes parassem de “usar Oakland como um playground”. "Pessoas da comunidade e do movimento Occupy precisam parar de inventar desculpas para esse tipo de comportamento”, acrescentou.
WikiCommons
Esses foram os primeiros protestos do grupo desde que seu acampamento na cidade foi desmantelado no último mês de novembro. Eles planejavam tornar um centro social municipal seu centro político, invadir a sede da prefeitura e interromper as atividades do porto e do aeroporto de Oakland.
"Em contradição com sua própria ordem, o Departamento de Polícia de Oakland não deu a opção de dispersar e nem deu instruções de como dispersar. Essas prisões são completamente ilegais e resultarão provavelmente em mais um grupo de ações judiciais”, argumentou o grupo em um comunicado emitido por seu Comitê de Imprensa.
Jeff Israel, chefe adjunto da polícia, contesta essa versão. Ele disse a jornalistas no último sábado que os manifestantes reuniram-se ilegalmente e que oficiais emitiram diversas ordens verbais para que se dispersassem. "Essas pessoas reuniram-se com a intenção de invadir ilegalmente um edifício que não os pertence e de atacar a polícia – não se tratava de um grupo pacífico”.
Manifestantes alegam que polícia não deixou opções para que eles se dispersassem
Após a prisão de 400 manifestantes do movimento Occupy Oakland desde o último sábado (28/01), a prefeita democrata Jean Quan inspecionou pessoalmente os locais danificados pelo confronto e disse que acionará a justiça para que aqueles detidos pela segunda vez sejam mantidos longe da cidade. Até ontem, fontes oficiais informavam cerca de 100 detidos e três feridos durante os confrontes com policiais.
O protesto deteriorou-se a partir do momento em que autoridades e militantes passaram a trocar agressões. De um lado, eram arremessadas bombas de efeito moral enquanto que, de outro, pedras e garrafas. A prefeitura da cidade norte-americana foi invadida, teve paredes pichadas e sua bandeira dos EUA incendiada.
No último domingo (29/01), as forças de segurança pública da cidade disseram-se preparadas para conter o grupo caso decida reunir-se novamente. Por sua vez, os manifestantes julgaram as táticas empregadas pelos policiais como ilegais e disseram que irão processar a corporação.
A recorrência de depredações ocasionadas pelos protestos do movimento Occupy Oakland já renderam cinco milhões de dólares em despesas para a municipalidade. Os estragos constantes fizeram com que a prefeita Jean Quan pedisse que os manifestantes parassem de “usar Oakland como um playground”. "Pessoas da comunidade e do movimento Occupy precisam parar de inventar desculpas para esse tipo de comportamento”, acrescentou.
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Esses foram os primeiros protestos do grupo desde que seu acampamento na cidade foi desmantelado no último mês de novembro. Eles planejavam tornar um centro social municipal seu centro político, invadir a sede da prefeitura e interromper as atividades do porto e do aeroporto de Oakland.
"Em contradição com sua própria ordem, o Departamento de Polícia de Oakland não deu a opção de dispersar e nem deu instruções de como dispersar. Essas prisões são completamente ilegais e resultarão provavelmente em mais um grupo de ações judiciais”, argumentou o grupo em um comunicado emitido por seu Comitê de Imprensa.
Jeff Israel, chefe adjunto da polícia, contesta essa versão. Ele disse a jornalistas no último sábado que os manifestantes reuniram-se ilegalmente e que oficiais emitiram diversas ordens verbais para que se dispersassem. "Essas pessoas reuniram-se com a intenção de invadir ilegalmente um edifício que não os pertence e de atacar a polícia – não se tratava de um grupo pacífico”.
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