do CONTEXTO LIVRE
As férias da "rainha da massa cheirosa" só fizeram aumentar o seu horror ao Brasil. Coitada ! Vem aí a CPI da Privataria da Tucanalha!
Eliane Cantanhêde
Que potência é essa?
BRASÍLIA - A grande (e ótima) novidade anunciada durante as minhas férias foi que o Brasil passou o Reino Unido e é agora a sexta economia do mundo. Uau! Somos uma potência! Mas que potência é essa?
A infraestrutura é sofrível. Os "apaguinhos" são quase rotina, os portos estão cheios de gargalos, as estradas são péssimas, ferrovias praticamente inexistem.
Chegar de uma viagem internacional é um inferno no Galeão e em Guarulhos, as grandes portas de entrada, e até mesmo em aeroportos menores, como o de Natal, onde há três (isso mesmo: três) esteiras de bagagem até que a ampliação seja concluída.
Quanto à educação: Será que o país tem boas escolas para a maioria e profissionais de ponta para enfrentar os desafios do crescimento e da competitividade em todos os setores? Há dúvidas.
E o país consegue ser a sexta economia mundial com um IDH ainda vexaminoso. Quando você passeia pelo interior do Nordeste, onde as coisas vêm melhorando, é verdade, assusta-se com os ainda extensos bolsões de miséria atolados em dois ou três séculos atrás.
Povoados sem asfalto, um atrás do outro, com crianças barrigudinhas e descalças correndo na poeira, entre mulheres de ar sofrido e pele encarquilhada e homens trôpegos pela cachaça e pelo cansaço de uma vida inteira de trabalho duro, debaixo de sol a pino e em regime de semiescravidão.
Não consta que haja gente e cenários assim no Reino Unido e na França, o próximo país a ser, bem antes do que se previa, ultrapassado pela economia emergente do Brasil.
O que está em pauta não é (só) o ritmo da economia e o complexo equilíbrio entre crescimento mais baixo e inflação debochada, mas principalmente a qualidade do desenvolvimento. Há que se discutir por que, para que e para quem o Brasil assume ares de potência.
Ótimo 2012!
elianec@uol.com.br
~ o ~
Michael Klein responde a "rainha da massa cheirosa", no mesmo jornal
Michael Klein
A roda brasileira da produção
Para atender a demanda de consumo em massa, nosso mercado interno cresce a cada ano e, assim, cria mais trabalho, renda e dignidade
O Brasil parece estar trilhando o caminho certo em direção a uma sociedade mais justa e afluente.
Segundo estudo divulgado recentemente pela OCDE, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, o think tank das nações mais industrializadas do mundo, o quadro da distribuição de renda no Brasil vem apresentando melhoras significativas, ano após ano. E uma tendência dessa envergadura social certamente não poderia estar acontecendo por acaso.
Vivemos hoje, sem dúvida alguma, em um país mais justo, graças às políticas públicas dirigidas à baixa renda, como o Bolsa Família, mas também pela emergência de um extraordinário mercado interno consumidor brasileiro. É ele o grande motor gerador de nossa riqueza. Já incorporou 32 milhões de consumidores das classes C, D e E nos últimos anos e continua agregando novos contingentes populacionais antes excluídos do mercado.
Apesar dos enormes desafios à nossa frente - não podemos fechar os olhos para as injustiças e para a violência que ainda ameaçam a paz das nossas famílias -, o certo é que vivemos um momento único na história brasileira.
Finalmente, após décadas de maturação política e econômica, com marchas e contramarchas, golpes e contragolpes, desencadeamos o círculo virtuoso do desenvolvimento sustentável: em ação surge uma vibrante classe média, cada vez mais numerosa, girando a roda da produção e dos serviços.
Para atender a essa extraordinária nova demanda de consumo em massa, nosso mercado interno cresce a cada ano e, assim, cria mais trabalho, renda e dignidade para a população. De quebra, também acaba protegendo o país da grave crise que vem paralisando algumas das principais economias globais.
Assim como aconteceu na formação de grandes potências mundiais -e os Estados Unidos são sempre a melhor referência histórica de uma formidável democracia alicerçada sobre uma enorme classe média-, o palco socioeconômico brasileiro cresceu e amadureceu.
O que se vê hoje são os novos rostos brasileiros ocupando papéis de protagonistas na vida do país. São pessoas que passaram a deter capacidade financeira para comprar do carro zero ao computador, da casa nova ao pacote de viagens.
Ao mesmo tempo, a emergência dessas novas camadas sociais também passou a mostrar ao país uma necessidade urgente de atender as novas demandas por educação, moradia, saneamento básico, transporte público, cultura e acesso à cidadania plena.
De extrema importância na formação da nova classe média - hoje com o poder de definir do próximo presidente da República às metas futuras de investimentos públicos e privados -, cumpre também valorizar o papel desempenhado pelo varejo popular e a revolução do crédito ao consumidor no Brasil.
Sem precisar entrar na questão do que veio antes, "o ovo ou a galinha", não resta dúvida de que as linhas de crédito oferecidas pelas grandes redes varejistas possibilitaram à massa da população o acesso a bens de consumo antes restritos apenas às elites.
Ao impulsionar esse novo consumo, o comércio popular alavancou a produção industrial e desencadeou esse círculo virtuoso que está gerando uma sociedade mais dinâmica, consciente de seus direitos e deveres e, sobretudo, mais justa.
MICHAEL KLEIN é presidente do conselho de administração da Globex, holding que abriga as marcas Casas Bahia e Ponto Frio.
No Aposentado Invocado

Pois foi para RG do Norte ? administrada pelo DEM..... nos campos e pequenas cidades da europa eu vi pobreza... morando tantos anos la e em varios lugares familias morando na rua em em favelas de lata containers ...alem de tudo as coisas estao se desenvolvendono Brasil e nordeste e acho que temos muito a aprender com a europa ... como autopromocao e nao propagandear seus problemas ...isso [e o que os europeus fazem tucanhede para turistas de classe alta em especial... e la 'e declinio.... visite o aeroporto de Pernambuco... e de um giro por la gire mais pela Europa... vc vai se surpreender... tucanhede.... noticias "A brasileira Maria Gracasi, 51, foi encontrada morta domingo (1) em Messina, na Sicília. Era alcóolatra e teria morrido de frio, fome e de uma crise diabética. Pedinte, vivia numa barraca na rua com o marido italiano e outros mendigos. Recolhia restos de lixo, latinhas e papelão, que revendia para tentar comprar uma passagem de volta ao Brasil. A polícia italiana investiga as causas da morte e não divulgou o Estado de origem da brasileira, nem há quanto tempo vivia na Itália. "
ResponderExcluirPostar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;