CARTA CAPITAL
O Congresso Nacional criou oficialmente, na manhã desta quinta-feira (19) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com parlamentares e agentes públicos e privados. O esquema de Cachoeira foi descoberto pelas investigações das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.

A vice-presidente do Congresso, Rose de Freitas (PMDB-ES) convocou sessão conjunta para a próxima terça-feira (24), às 19h30, para apresentação dos membros da comissão. Essa também é a data-limite para a indicação dos nomes pelas bancadas partidárias. A comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados titulares e igual número de suplentes. Os parlamentares serão indicados seguindo o critério de proporcionalidade, aquele partido que dispõe de mais políticos terão direito a um maior número de cadeiras. Assim, as maiores bancadas da CPMI serão as ligadas ao governo.

Na leitura do requerimento da CPMI feita na manhã desta quinta, no Plenário, o documento tinha as assinaturas de 72 senadores e 337 deputados, bem acima dos quórum mínimo, de 27 senadores e 171 deputados. Até o fim da noite de hoje, os parlamentares podem incluir ou retirar suas assinaturas do documento.

Na primeira reunião da CPMI, serão escolhidos o presidente e o relator. As duas posições são estratégicas. A primeira porque coordena os trabalhos da comissão e a segunda porque tem o poder de determinar a relevância que cada descoberta da CPMI terá em seu relatório final. O PMDB do Senado deve ficar com a presidência da comissão. O senador Vital do Rêgo (PB), pode ser o escolhido. A relatoria deve ficar com o PT da Câmara. O ex-líder do governo Cândido Vaccarezza (SP) é um dos nomes cotados, mas Odair Cunha (MG) também tem chances.

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