CARTA CAPITAL

Duelo. Portugal, da Febraban, foi a Brasília com uma lista de pedidos que
 Guido Mantega desdenhou. Foto: Antonio Cruz/ABr

Um gargalo estrutural da economia brasileira, o spread bancário é a diferença entre o quanto os bancos pagam na remuneração das aplicações financeiras e o custo cobrado de pessoas físicas e jurídicas em empréstimos de toda natureza. Quem aplica na caderneta de poupança, por exemplo, recebe 6,75% ao ano de rentabilidade, ou menos de 3% de ganho, descontada a inflação. Da outra ponta vem a facada monumental: caso “entre no vermelho”, o poupador hipotético pagará pelo uso do cheque especial entre 170% e 224% anuais, se emprestar dinheiro de um dos principais bancos privados do País. Ou a levar um carro para casa e pagar dois ou mais, conforme o prazo do financiamento.

Na comparação internacional, aparecemos mal na foto, com 31,1% de spread médio, perdendo apenas para o Congo em um ranking do Inepad relativo a 2010. O Paraguai aparece com 24,8%, a Rússia com 4,8%, a China com 3,1% e o Japão com apenas 1,1%.

Até a véspera da Páscoa, o brasileiro médio pagava taxas muito próximas às dos bancos privados também nas instituições públicas federais, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. E continuaria a pagar, não tivesse o tema do spread bancário virado a obsessão da cúpula do governo Dilma Rousseff.

*Leia matéria completa na Edição 693 de CartaCapital, já nas bancas

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