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Socialista vence Sarkozy e esquerda volta ao poder após 17 anos

Socialista deve alcançar cerca de 53% dos votos, contra 47% do atual
 presidente (foto: Reprodução)

François Hollande, candidato do Partido Socialista (PS), foi indicadopelas pesquisas de boca de urna como o novo presidente da França. Deacordo com as primeiras estimativas, divulgadas pelos maioresinstitutos de pesquisa do país, ele deve alcançar cerca de 53% dosvotos, contra 47% do atual presidente, Nicolas Sarkozy, candidato àreeleição pela União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita.A vitória, que deve se confirmar nas próximas horas com a apuraçãooficial coordenada pelo Ministério do Interior, oficializa o retorno deum socialista ao Palácio do Eliseu depois de 17 anos do fim do governode François Mitterrand. Já Sarkozy deve tornar-se o primeiro chefe deEstado em três décadas a não obter a reeleição, a exemplo do queaconteceu em 1981 com Valéry Giscard D'Estaing, derrotado pelosocialista François Mitterrand.

Atual deputado, François Gérard Georges Hollande, 57 anos, foisecretário-geral do Partido Socialista (PS) por mais de uma década,entre 1997 e 2008. Militante do partido desde 1979, deixou o comandosob críticas. À época, seu partido ainda sofria de divisões internasprovocadas pela derrota história de 2002, quando Lionel Jospin ficoufora do segundo turno, perdendo espaço para o candidato extremistaJean-Marie Le Pen.Um ano e meio atrás, Hollande era dado como enterrado no partido. Saiude cena, emagreceu, reconstruiu sua vida privada - depois de se separarda ex-candidata à presidência Ségolène Royal - e se preparou física eintelectualmente com o auxílio de especialistas para retornar à vidapública.

Hollande lançou sua pré-candidatura à presidência pelo PS em 2011,decidido a enfrentar o então favorito do partido, o diretor-gerente doFundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, preso emmaio em um escândalo sexual. Desde então, assumiu ele o favoritismofrente a Sarkozy, sempre se valendo o exemplo de Mitterrand, que usouem discursos e gestos ao longo da campanha de 2012. Tido como "mole"por seus críticos, peitou o presidente no último instante da campanha,o debate de quarta-feira, garantindo o favoritismo.Neste domingo, 6 de maio, torna-se o nono presidente eleito com o votodireto na França desde a instauração da Quinta República, em 1958. Aprevisão é de que o chefe de Estado eleito se pronuncie nos próximosminutos, no centro de Tulle, no interior do país.

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