Viomundo
Serra será candidato de Campos em SP?
publicada quinta-feira, 18/04/2013 às 01:42 e atualizada quinta-feira, 18/04/2013 às 01:42
por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
Seis meses atrás, escrevi: os tucanos querem transformar Eduardo Campos (fortalecido nas eleições municipais de 2012) em linha auxiliar do PSDB; mas é mais fácil os tucanos virarem linha auxiliar do neto de Arraes.
O quadro começa a se delinear…
O site 247 noticia que Serra e Campos tiveram mais um encontro “secreto”. O segundo encontro em poucas semanas. Serra teria acertado sua ida para o MD – o novo (?) partido criado por Bob Freire, com a fusão de PPS e PMN. O MD vai apoiar Eduardo Campos à presidência. Também iriam para o MD Cristóvam Buarque e Pedro Taques, do PDT. Até Randolfe (PSOL) teria sido sondado…
Serra, especula-se, seria o candidato do tal MD a governador de São Paulo. Contra Alckmin. Serra daria um palanque forte a Campos no estado mais populoso do Brasil. E daria o troco nos adversários internos no PSDB. O tucanato alckmista acaba de derrotar Serra na disputa pela presidência do PSDB em São Paulo. O vereador Andrea Matarazzo (serrista) foi escorraçado pela turma de Alckmin.
Serra, assim, serviria de linha auxiliar para Eduardo Campos – e arrastaria para o projeto do pernambucano outros desgarrados do demo-tucanismo.
Num quadro desses, difícil imaginar uma eleição fácil para Dilma, como especulam alguns petistas. Dilma tem 70% de popularidade. Ok. Mas Lula tinha índice parecido em 2010. E Dilma teve que amargar segundo turno.
2014 deve vir com a economia relativamente arrumada, sem desemprego. Mas também sem crescimento robusto. O empresariado estaria ressabiado com Dilma, louco para encontrar um novo ancoradouro. Serra pode ser mais do que um palanque em São Paulo. Ele seria o fiador de Eduardo Campos junto à burguesia paulista.
Aécio enfrentaria, assim, um quadro complicado. Teria o apoio decidido de Alckmin (que precisa formar uma trincheira forte pra enfrentar o PT). Mas com Serra ao lado de Campos, o candidato tucano perderia muitos votos paulistas.
Eu apostaria numa eleição em dois turnos em 2014.
Aécio – apesar de tudo – será bem votado em Minas. Terá votos em São Paulo, no Paraná, e contará com votos do tucanato dispersos pelo Brasil. É candidatura para 15% a 20% dos votos.
Eduardo Campos sairia forte de Pernambuco, e poderia se transformar no Plano B da burguesia que desconfia dos arroubos juvenis de Aécio e está ressabiada com o tal “centralismo” de Dilma. Também é candidatura para 15% a 20% dos votos.
Se colocarmos na balança Marina (com ou sem a “Rede” oficializada; até porque ela poderia sair candidata por outra legenda) e outros franco-atiradores, devemos imaginar que os outros candidatos podem, sim, somar algo em torno de 50% ou 55% dos votos válidos.
Dilma terá dificuldades para fechar a eleição em um turno só. Se o adversário dela for Aécio, fica mais fácil a petista vencer. Se for Eduardo, pode-se dar um quadro de todos contra Dilma no segundo turno. E mais: a militância que ajudou a empurrar Dilma em 2010 não parece tão animada com a presidenta. Sabe que ela é melhor do que os adversários conservadores. Mas a militância está ressabiada também…
E Lula? Há quem veja o ex-presidente ativo demais. Dando sinais de que, numa “emergência”, aceitaria voltar ao palco principal. No PT, muita gente torce por isso.
2014 já começou
Serra será candidato de Campos em SP?
publicada quinta-feira, 18/04/2013 às 01:42 e atualizada quinta-feira, 18/04/2013 às 01:42
por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
Seis meses atrás, escrevi: os tucanos querem transformar Eduardo Campos (fortalecido nas eleições municipais de 2012) em linha auxiliar do PSDB; mas é mais fácil os tucanos virarem linha auxiliar do neto de Arraes.
O quadro começa a se delinear…
O site 247 noticia que Serra e Campos tiveram mais um encontro “secreto”. O segundo encontro em poucas semanas. Serra teria acertado sua ida para o MD – o novo (?) partido criado por Bob Freire, com a fusão de PPS e PMN. O MD vai apoiar Eduardo Campos à presidência. Também iriam para o MD Cristóvam Buarque e Pedro Taques, do PDT. Até Randolfe (PSOL) teria sido sondado…
Serra, especula-se, seria o candidato do tal MD a governador de São Paulo. Contra Alckmin. Serra daria um palanque forte a Campos no estado mais populoso do Brasil. E daria o troco nos adversários internos no PSDB. O tucanato alckmista acaba de derrotar Serra na disputa pela presidência do PSDB em São Paulo. O vereador Andrea Matarazzo (serrista) foi escorraçado pela turma de Alckmin.
Serra, assim, serviria de linha auxiliar para Eduardo Campos – e arrastaria para o projeto do pernambucano outros desgarrados do demo-tucanismo.
Num quadro desses, difícil imaginar uma eleição fácil para Dilma, como especulam alguns petistas. Dilma tem 70% de popularidade. Ok. Mas Lula tinha índice parecido em 2010. E Dilma teve que amargar segundo turno.
2014 deve vir com a economia relativamente arrumada, sem desemprego. Mas também sem crescimento robusto. O empresariado estaria ressabiado com Dilma, louco para encontrar um novo ancoradouro. Serra pode ser mais do que um palanque em São Paulo. Ele seria o fiador de Eduardo Campos junto à burguesia paulista.
Aécio enfrentaria, assim, um quadro complicado. Teria o apoio decidido de Alckmin (que precisa formar uma trincheira forte pra enfrentar o PT). Mas com Serra ao lado de Campos, o candidato tucano perderia muitos votos paulistas.
Eu apostaria numa eleição em dois turnos em 2014.
Aécio – apesar de tudo – será bem votado em Minas. Terá votos em São Paulo, no Paraná, e contará com votos do tucanato dispersos pelo Brasil. É candidatura para 15% a 20% dos votos.
Eduardo Campos sairia forte de Pernambuco, e poderia se transformar no Plano B da burguesia que desconfia dos arroubos juvenis de Aécio e está ressabiada com o tal “centralismo” de Dilma. Também é candidatura para 15% a 20% dos votos.
Se colocarmos na balança Marina (com ou sem a “Rede” oficializada; até porque ela poderia sair candidata por outra legenda) e outros franco-atiradores, devemos imaginar que os outros candidatos podem, sim, somar algo em torno de 50% ou 55% dos votos válidos.
Dilma terá dificuldades para fechar a eleição em um turno só. Se o adversário dela for Aécio, fica mais fácil a petista vencer. Se for Eduardo, pode-se dar um quadro de todos contra Dilma no segundo turno. E mais: a militância que ajudou a empurrar Dilma em 2010 não parece tão animada com a presidenta. Sabe que ela é melhor do que os adversários conservadores. Mas a militância está ressabiada também…
E Lula? Há quem veja o ex-presidente ativo demais. Dando sinais de que, numa “emergência”, aceitaria voltar ao palco principal. No PT, muita gente torce por isso.
