por Luiz Carlos Azenha
Dois ativistas de esquerda que participaram da manifestação da noite de quinta-feira na avenida Paulista, em São Paulo, alegam que o ferimento exibido por um ativista diante de fotógrafos foi forjado.
Ricardo Gebrim e Anderson Fernandes Guahy estavam no cordão de isolamento que protegia uma passeata que tinha de 800 a 1000 militantes de esquerda. A tarefa deles era evitar a aproximação de um grupo que gritava palavras de ordem contra partidos políticos, Cuba, o Bolsa Família e o PT.
Esse grupo, segundo Ricardo, era formado por cerca de 150 homens. Muitos usavam capacetes de ciclistas e máscaras do Anonymous, outros eram “bombados”. Trabalhavam em conjunto e se falavam. Puxavam as palavras de ordem. O homem que aparece na foto acima, segundo Ricardo, parecia ser o líder.
A certa altura, dizem, ele foi atingido pelo mastro de plástico de uma bandeira que havia sido arrancado das mãos de um militante de esquerda.
O mastro bateu no ombro, o homem — identificado pelo portal G1 como Guilherme Nascimento — colocou a mão na cabeça e começou a “sangrar”. Fotógrafos e cinegrafistas estavam próximos para registrar a cena.
Ouça primeiro a entrevista de Ricardo Gebrim, do Consulta Popular:
Mac Audio_recording 3
Abaixo, a fala de Anderson Fernandes Guahy, diretor do Sintaema, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo:
Mac Audio_recording 5
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