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O desemprego, flagelo na Europa


O encontro dos ministros do Trabalho do G20 (grupo das nações mais desenvolvidas do mundo) começou nesta quinta-feira (18), em Moscou, na Rússia, país que preside o grupo em 2013. A Reunião dos Ministros do Trabalho com Parceiros Sociais, que irá até sábado (20), promoverá o encontro não só dos representantes dos países envolvidos, mas, também, de membros da sociedade civil e de representações de empregados e de empregadores de vários países.

Por Carolina Sarres



O ministro brasileiro, Manoel Dias, está na Rússia desde ontem (17) para a reunião, que debaterá as prioridades na área de trabalho e emprego, a criação de postos de trabalho, a implementação da agenda de emprego acordada pelo G-20, a inclusão pelo trabalho, além de políticas sociais nessa área.

Ontem, Dias se encontrou com o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría. A organização está elaborando um estudo sobre o desemprego jovem em economias emergentes, entre as quais o Brasil está incluído. Hoje, o tema do encontro será o Diálogo Social sobre Prioridades em Trabalho e Emprego e a Criação de Emprego. Amanhã (19), o tema da pauta é a Ativação do Trabalho, Equidade e Inclusão e ainda deverá ser feito um relatório com os progressos feitos pelos países do grupo na implementação da Agenda do Emprego do G20.

O presidente russo, Vladmir Putin, abriu o encontro e informou que o crescimento econômico e a geração de empregos são os objetivos primários da presidência do país no G20. "Estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimam que haja cerca de 200 milhões de desempregados no mundo hoje. O desemprego jovem tem se tornado uma maldição do nosso tempo. O desemprego estrutural e a redução das oportunidades de emprego para trabalhadores qualificados leva à emergência de uma classe de 'novos pobres' e a um crescente número de pessoas vivendo às margens do Estado", disse Putin, em nota.

A criação de empregos é uma das prioridades da Rússia, em 2013. No esboço do plano de trabalho do país, a crise no mercado de trabalho, o desemprego e o subemprego foram questões citadas como razões de tensão entre os trabalhadores e suas famílias.

No documento, é proposta uma força-tarefa para envidar esforços no sentido de criar postos de trabalho pela implementação de políticas monetária e fiscal, inovação, promoção de pequenas empresas, apoio a grupos vulneráveis e monitoramento do mercado de trabalho dos membros do G20. Até o final do ano, a força-tarefa pretende ter elaborado a declaração dos ministros do Trabalho do grupo. O documento, que está sendo elaborado no encontro entre hoje e sábado, estabelecerá um banco de dados com políticas que facilitem a criação de empregos e um relatório com os progressos atingidos pelos países-membro relacionados a emprego de jovens.

Segundo o presidente, a solução efetiva dos problemas relacionados ao desemprego dependem de medidas sistêmicas e compreensivas, que levem em consideração circunstâncias macroeconômicas, financeiras e sociais. Ontem, véspera do início da reunião, a OIT pediu que os líderes do G20 invistam em emprego.

Fonte: Agência Brasil

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