Victor Saavedra
Jornal GGN – O jovem Maycon Freitas, autointitulado presidente da comunidade União Contra a Corrupção (Ucc Brasil), ganhou notoriedade, na última semana, ao ser entrevistado para as páginas amarelas da revista Veja.
O “representante” dos manifestantes durante a onda de protestos que tomou as ruas do país em junho, realmente é o administrador da página da Ucc no Facebook que, após a atenção recebida por seu presidente, conseguiu mais do que dobrar o número de seguidores, atingindo o “relevante” número de 1,372 mil curtidas na manhã desta sexta-feira (5).
Ucc Brasil
Criada em 11 de maio, a página sobrevive com a prática do compartilhamento de fotos, a maioria anti-PT, e sem uma bandeira definida. A própria revista Veja foi alvo de uma de suas críticas. Com poucas curtidas e nenhuma representatividade, diversas fotos são compartilhadas, mas pouquíssimas são "curtidas" ou comentadas.
Além disso, o movimento se caracteriza por seu viés anti-partidário, comprovada pela faixa assinada pelo Ucc Brasil, vista em uma das manifestações do Rio, apreciada nas fotos compartilhadas.
Como a Veja chegou até Maycon Freitas
Uma foto postada no dia 24 de junho no perfil do Ucc Brasil mostra uma entrevista do seu presidente para o canal esportivo ESPN, que passou a cobrir as manifestações depois que sua equipe foi alvo das bombas de gás lacrimogêneo nas imediações do Mané Garrincha.
No dia seguinte à postagem, o repórter da revista Veja, Álvaro Vale, o entrevistou. A entrevista se deu após uma manifestação. Talvez a própria Veja não soubesse quem era Maycon Freitas ou o Ucc Brasil, mas elegeu seu líder, e endossou, dessa forma, seu discurso.
Quem é Maycon Freitas
Tecnólogo em Segurança formado pela Faculdade Gama e Souza, no Rio de Janeiro, já prestou serviços como dublê à Rede Globo de Televisão. Segundo uma postagem de sua mulher, ele vive de bico, mas “isso não quer dizer que ele seja contra ou a favor da emissora, é um trabalho como outro qualquer”.
O vídeo abaixo confirma a participação de Maycon nas manifestações cariocas, onde seu megafone o levou à frente do protesto. Não, necessariamente, liderando-o.
Atualmente desempregado, Maycon tem uma opinião “peculiar” para alguém que se diz líder de um movimento eminentemente social quando o tema abordado é Direitos Humanos. Em diversos compartilhamentos o personagem os critica e defende o uso de força letal de parte da polícia contra delinquentes.

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