
O senador Roberto Requião teve uma vitória política, nesta quarta, quando 7 deputados do PMDB debandaram da base de sustentação do governo Richa; Kielse, Artagão, Anibelinho, Gilberto, Caíto, Nereu e Waldyr votaram contra a proposta que autorizou a privatização da Sanepar; é a maior derrota sofrida pelo tucano desde que assumiu em 2011, pois, hoje, o governador teve literalmente uma “Vitória de Pirro”; a previsão é que a debandada peemedebista se complete em junho do ano que vem.
Sete dos 13 parlamentares da bancada peemedebista na Assembleia Legislativa do Paraná votaram, nesta quarta (11), contra o projeto que autoriza a venda das ações da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Os deputados Cleiton Kielse, Artagão de Mattos Leão, Antônio Anibelli Neto, Giberto Martin, Caíto Quintana, Nereu Moura e Waldyr Pugliesi disseram “não” à privatização da estatal.
O projeto que autoriza a transferência de parte das ações da empresa para o grupo privado francês Dominó foi aprovado hoje, na Assembleia, por 37 a 16 votos. O senador Roberto Requião, candidato ao Palácio Iguaçu, em 2014, vociferou contra os deputados entreguistas pelo Twitter: “moleques irresponsáveis”.
O comportamento da bancada do PMDB, nesta tarde, é apenas um aperitivo do que vai acontecer a partir de abril. Em junho, muito provavelmente, em nome da própria pele, os deputados peemedebistas, deverão completar a debandada da base do governo Beto Richa (PSDB).
Acertadamente, o ministro Paulo Bernardo, em novembro de 2012, cravou essa: “Beto Richa está comprando terreno na Lua”, ironizou à época, ao referir-se ao anúncio feito pelo tucano de apoio do PMDB à sua reeleição.
Numa composição na proporcional com o PSDB, calculam os mais experientes matemáticos, a bancada do PMDB seria reduzida a seis (hoje são 13 deputados). O PT não quer saber deles. O que sobra, então? Um doce para quem responder “Requião”.
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