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Semana crucial para o futuro da Ucrânia. No próximo domingo, os moradores da Crimeia decidem em referendo se querem ou não fazer parte da Rússia.

Manifestantes pró-Rússia apoiam adesão da Crimeia ao país durante reunião em praça na Ucrânia
Foto: AP

A semana será de negociações intensas. Neste domingo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ligou para o presidente russo Vladimir Putin para pedir que ele diminua sua pressão sobre os ucranianos e apoie a formação de um grupo de contato para mediar discussões diretas entre Moscou e o governo interino de Kiev.

Criado na semana passada, o grupo de contato está num impasse. Putin sustenta que a decisão das autoridades da Crimeia de consultar a população para se separar da Ucrânia respeita o direito internacional. Já os líderes ocidentais julgam a iniciativa ilegal.

Ainda nesta semana,  primeiro-ministro ucraniano do governo interino, Arseni Iatseniouk, irá à Washington buscar apoio do presidente Barack Obama contra o que considera uma agressão de Putin. As tropas russas mantêm controle da Crimeia e 54 observadores internacionais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa foram impedidos de entrar nesta península ucraniana no Mar Negro.

Viktor Yanukovitch

O presidente deposto da Ucrânia Viktor Yanukovitch vai conceder uma entrevista amanhã. Aliado de Putin, Yanukovitch está refugiado na Rússia desde que foi destituído pelo Parlamento no último dia 22 de fevereiro.

Segundo a imprensa russa, Ianukovitch estaria internado em um hospital de Moscou após sofrer um ataque cardíaco. A informação, porém, não foi confirmada nem pelo Kremlin nem pelas pessoas próximas do presidente ucraniano deposto.

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