Presidente assina hoje em São José dos Campos (SP), junto com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), contrato de construção do Residencial Pinheirinho, que terá 1.700 moradias; "Hoje um novo Pinheirinho está surgindo no horizonte", escreveu Dilma no Twitter; em janeiro de 2012, cerca de 1.500 famílias que ocupavam o local foram despejadas pela Tropa de Choque de forma truculenta, ação que foi classificada pela própria presidente como "barbárie"
247 – A presidente Dilma Rousseff relembrou, por meio de sua conta no Twitter, a ação truculenta da Tropa de Choque do governo do Estado de São Paulo em janeiro de 2012 ao despejar cerca de 1.500 famílias do bairro de Pinheirinho, em São José dos Campos. "O despejo das famílias da comunidade do #Pinheirinho, em S. José dos Campos, em 22/01/2012, nunca será esquecido", escreveu Dilma.
A presidente assina hoje, com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), contrato para o início das obras do Residencial Pinheirinho, que terá 1.700 moradias "em área regularizada, com todos os serviços públicos". Segundo Dilma, serão "casas que vão proporcionar a cada família a oportunidade de recomeçar a vida com dignidade".
"Hoje um novo #Pinheirinho está surgindo no horizonte. Estou em S. José dos Campos para o início das obras do Residencial", escreveu a presidente. Segundo ela, a construção das moradias, que se dá dois anos depois do despejo das famílias, aconteceu "a partir do diálogo com movimento social e entre os governos federal, estadual e municipal" e "que somamos recursos para os residenciais".
A desocupação de Pinheiro foi uma ação de reintegração de posse em uma área do bairro de São José dos Campos. O terreno, de propriedade do empresário Naji Nahas, ficou abandonado por mais de dez anos e passou a ser ocupado pelas famílias em 2004 de maneira irregular. A comunidade foi retirada de suas casas de forma violenta, classificada pela própria presidente Dilma, na época, como "barbárie".
O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo divulgou, em 2013, um relatório com mais de 1,8 mil denúncias de violações de direitos humanos que teriam ocorrido durante o despejo. São relatos de ameaças, agressão física, humilhação e problemas nos alojamentos temporários. A Defensoria Pública move cerca de mil ações pedindo indenização.
Brasil 24/7

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