E apenas cientistas sabem quem são eles - entrando na idade adulta, é possível que eles passem as mudanças genéticas para seus descendentes

(FOTO: ANDREW SCHWEGLER/ FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Em 1997, estreou o filme "Gattaca", que fala sobre uma sociedade distópica na qual humanos geneticamente modificados para serem perfeitos são comuns - e os nascidos de forma 'natural', sem interferência, seriam marginalizados por terem problemas de saúde. No mesmo ano, nasciam os primeiros bebês humanos geneticamente modificados - e, fazendo as contas, isso significa que, agora, eles estão se formando no ensino médico.

O relato da primeira transferência de material genético para o DNA de um feto foi publicado em 1997, nos EUA: na época, cientistas injetaram o material genético de uma terceira pessoa em 30 embriões, concebidos através do DNA mitocondrial de duas mães. Ou seja, tecnicamente, os bebês teriam três pais. A ideia não era criar um tipo de "super humano" no entanto - era apenas prevenir que os bebês desenvolvessem doenças genéticas graves às quais os seus pais eram predispostos.

Não se sabe se os 30 bebês se tornaram pessoas saudáveis, porém o Instituto de Ciência e Medicina Reprodutiva (IRMS) de St. Barnabas, começou a acompanhar 17 destes adolescentes desde o início do ano.

A identidade dos jovens, obviamente, não foi divulgada por questões éticas e experimentos do tipo foram proibidos nos EUA desde 2002. No entanto, isso quer dizer que, a partir do momento em que atingem sua idade adulta e podem reproduzir, as suas modificações genéticas podem passar para seus descendentes - e acompanhar as famílias resultantes ficará cada vez mais difícil.

Via TechCrunch

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