Conheça os argumentos dos movimentos sociais contra o aumento das tarifas e pela tarifa zero
Hoje, terça-feira (6), as tarifas municipal de ônibus, trens da CPTM e metrô de São Paulo subiram de R$ 3,00 para R$ 3,50. O valor da integração entre trens e ônibus também subiram de R$ 4,65 para R$ 5,45.
Para compensar o aumento, o prefeito Fernando Haddad apresentou o projeto de transporte escolar gratuito que pretende contemplar os estudantes do sistema público de ensino e aqueles que participam de programas de educação como o Prouni, Fies e cotas utilizando o sistema municipal de ônibus. A gratuidade ainda não tem data para começar, já que a Prefeitura ainda precisa aprovar o projeto na Câmara dos Vereadores.
Na tarde de ontem, segunda-feira (5), um dia antes de entrar em vigor a nova tarifa, centenas de pessoas se reuniram para participar de uma aula pública sobre transportes no centro da cidade. O evento, marcado para em frente à Prefeitura, mudou para debaixo do Viaduto do Chá devido à chuva.
Esteve presente Lúcio Gregori, engenheiro que foi Secretário de Transportes de São Paulo no início dos anos 1990 e trabalhou, na época, na elaboração de um projeto de Tarifa Zero e municipalização dos ônibus da capital. A Tarifa Zero se mostrou perfeitamente viável do ponto de vista técnico e econômico, mas não foi implementada por falta de vontade político.
Também falaram na mesa militantes do Movimento Passe Livre (MPL) e da Luta do Transporte no Extremo Sul, retomando que o projeto de gratuidade nos transportes para estudantes de baixa renda e escolas públicas anunciado por Haddad é uma resposta a anos de luta da população, mas apontando sua insuficiência e criticando o aumento da tarifa. O transporte só será público de verdade quando não houver catracas para ninguém.
Para o próximo dia 9, o MPL convocou o primeiro grande ato partintdo as 17h de frente ao Teatro Muncipal
https://www.facebook.com/events/333242993533459/
Le Monde Diplomatique Brasil

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;