Esta é a hora do tudo ou nada. É a hora em que a avalanche democrática e popular que toma conta do país poderá fazer a diferença na defesa da legalidade
Jeferson Miola
O crime está tipificado: é assassinato. A vítima está identificada: a democracia, o Estado Democrático de Direito e a Constituição. Os autores do crime são conhecidos: os fascistas golpistas que se perfilam ao redor do vice-presidente Michel Temer que, mesmo sem ter recebido um único voto sequer, quer surrupiar a cadeira presidencial conferida à Dilma por 54.501.118 brasileiras/os.
O PMDB anunciou em convenção nacional que durou pouco mais de três minutos – um recorde na história mundial de convenções partidárias – a síntese da política asquerosa construída diuturnamente em 15 meses de conspiratas e traições executadas soturnamente pelo próprio Temer: a saída traiçoeira do governo.
A fotografia do anúncio fala por si: Eduardo Cunha – sim, o Eduardo Cunha que melhor desempenharia o papel de presidiário – estava na linha de frente, de braços erguidos e entrelaçados com outras tristes figuras do golpismo peemedebista que ultrajam a memória de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves.
O golpe fascista liderado pela aliança PMDB/PSDB e chancelado pelo condomínio jurídico-midiático-policial e pelo grande capital acelera o galope. Nos próximos 6 meses, ou o golpe será consumado ou então terá sido enterrado pela resistência democrática.
O governo Dilma entra em novo e decisivo ciclo. Na realidade, o governo Dilma recupera a oportunidade de se reencontrar com o programa eleito por 54.501.118 brasileiras/os no dia 26 de outubro de 2014. Com um desafio de transcendental complexidade: resistir ao golpismo que adquiriu uma força descomunal neste 29 de março.
Esta é a hora do tudo ou nada. É a hora em que a avalanche democrática e popular que toma conta do país poderá fazer a diferença na defesa da legalidade e da democracia ao lado da Presidente Dilma e do seu novo governo.
Um novo governo que deve contar com figuras fundamentais neste momento crítico em que se define o futuro do Brasil e de sua democracia.
Um governo comandado por Lula e Dilma e integrado por figuras como Ciro Gomes, Roberto Requião e por outros/as democratas de grande quilate e capacidade política para resistir, enfrentar e derrotar o fascismo golpista que arregaçou as mangas nesta etapa terminal da guerra contra a democracia e o Estado Democrático de Direito.
Carta Maior

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