Britânicos tiveram dificuldades para interceptar armamentos, mas foram ajudados por resistente francês


Em 13 de junho de 1944, a primeira bomba-voadora V1 (“Vergeltungswaffe” ou arma da vingança) se espatifa no estuário do rio Tâmisa em Londres.

As cidades britânicas uma vez mais foram alvo de ataques. Não se tratava mais, como em 1940, de ataques por ondas de bombardeiros. Defrontava-se desta vez com uma nova arma: a bomba voadora.

Wikicommons//Bombas V1 eram uma das últimas armas de Hitler para tentar vencer a Segunda Guerra Mundial

Com 7,90 metros comprimento e carga explosiva de 750 quilogramas, a V1 era propelida por um pulso-reator que deveria antes ser catapultada a partir de uma poderosa rampa de lançamento.

O foguete deixa a rampa a uma velocidade de cerca de 250 km/h, mas só atinge sua plena velocidade - 650 km/h – depois que seu êmbolo de lançamento se desgarra de seu ventre. Acontecia, muito raramente, que o êmbolo não se descolava e o foguete caía ao cabo de 500 metros de voo.

Essas bombas voadoras fizeram sua aparição alguns dias após o desembarque aliado de 6 de junho na Normandia. Para Hitler, era uma última tentativa de retomar o pulso da situação, ao aterrorizar a população britânica com esses bombardeios cegos.
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Oa alemães iriam disparar até 250 engenhos por dia a partir de várias dezenas de rampas instaladas no litoral do Canal da Mancha. Setenta se espatifariam sobre Londres a cada dia, provocando em 3 meses a morte de cerca de 6 mil habitantes londrinos.

A aviação britânica provou ter enormes dificuldades de interceptar e destruir em voo esses engenhos.

Graças a um resistente francês, Michel Hollard, quem localizou as 104 rampas de lançamento, a aviação britânica pôde destruí-las uma a uma e aniquilar desse modo a ameaça. Os ataques das V1 sobre a Inglaterra cessaram em 1º de setembro de 1944.

São retomadas, porém, e com intensidade redobrada, sobre a Bélgica, em vias de libertação pelos Aliados, de 21 de dezembro de 1944 a 20 de janeiro de 1945, a partir de rampas de lançamento situadas em território alemão.

Enfim, de um total de 20 mil foguetes V1 lançados de junho de 1944 a janeiro de 1945, cerca de metade caiu sobre aglomerações de Antuérpia e Liege, destruindo milhares de casas e numerosas estradas.

Entrementes, em 8 de setembro de 1944, verdadeiros foguetes, mais possantes e de maior raio de ação, fizeram sua aparição: os V2 carregando cada qual uma tonelada de explosivos.

Diferentemente das anteriores V1, esses poderosos foguetes movidos a combustível não tinham necessidade de rampas de lançamento maciças e fixas. Eram lançadas de instalações móveis e ligeiras, o que complicava sua localização.

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