O Estado de S. Paulo
Manchete : Temer congela nomeação em estatais e irrita aliados
Diante da repercussão negativa do reajuste concedido na semana passada ao funcionalismo público - e que abriu a primeira divergência entre a equipe econômica e o núcleo político do Planalto -, o presidente em exercício Michel Temer decidiu sinalizar que tem compromisso com a austeridade fiscal
e não é refém do Congresso. Ele suspendeu todas as nomeações para diretorias ou presidência de estatais ou fundos de pensão.A medida vale até a aprovação de projeto de lei que prevê indicação apenas de pessoas com “alta qualificação técnica” para os cargos. O anúncio de Temer ocorreu após conversa
com o ministro Henrique Meirelles (Fazenda). A equipe econômica insiste que não pode haver elevação de gastos. A decisão abriu crise na base, informa a Coluna do Estadão. Deputados dizem que já ocupavam esses cargos antes da votação do impeachment e cobram devolução do espaço.
(Política/pág. A4)
‘Ameaçados’ ficam
Mesmo ameaçados por causar desgaste ao governo, Michel Temer decidiu não demitir aliados. Por enquanto, foram mantidos Henrique Alves (Turismo), Fátima Pelaes (Secretaria das Mulheres) e Fábio Osório (AGU).
(Pág. A4)
Comissão recua e votação do impeachment fica para agosto
O presidente da comissão do impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), “reconsiderou” sua decisão e vai manter o julgamento de Dilma Rousseff em agosto. “Não me senti confortável em diminuir o prazo de alegações finais”, disse. Ele afirmou que era “razoável” a defesa contar com o prazo aplicado no processo de Fernando Collor. Dilma contestou no STF a tentativa de alterar o calendário. (Política/pág. A5)
Grupo de Cunha manobra para abrandar pena
Às vésperas da votação do parecer no Conselho de Ética, aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) produziram relatório para convencer a deputada Tia Eron (PRB-BA) a não votar pela cassação e optar por punição mais branda. O deputado Arthur Lira (PP-AL) apresentou parecer na Comissão de Constituição e Justiça que pode favorecer Cunha quando o processo chegar à fase de votação no plenário.
(Pág. A7)
Gilmar Mendes abre segundo inquérito para investigar Aécio
O ministro do STF Gilmar Mendes autorizou a abertura do segundo inquérito contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). O objetivo é saber se ele atuou para “maquiar” dados da CPI dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o mensalão mineiro. A investigação envolve Clésio Andrade, que era vice-governador, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).
(Política/pág.A7)
Estados pedem moratória total de dívidas com a União
Ainda sem ter recebido oferta oficial do governo de renegociação das dívidas com a União, os Estados entregarão hoje ao Ministério da Fazenda proposta de moratória de 100% dos pagamentos por dois anos. Como contrapartida, eles se comprometem a congelar por dois anos os salários dos servidores e a limitar as despesas correntes à variação da inflação.
(Economia/pág.b1)
Planos de saúde têm de oferecer exame de zika (Metrópole pág. A13)
Arnaldo Jabor
Se a Dilma voltar
Dilma sabe defender o País. Seus discursos revelam isso. Se voltar, Dilma tem em mente um projeto ambicioso. Estamos salvos.
(Caderno2, pág. C8)
Notas & Informações
Sobre honestidade
Dilma Rousseff entra na confraria dos políticos que se locupletam no poder, ou são investigados.
(Pág.A3)
A miséria da infraestrutura
Há uma enorme e inadiável agenda, mas, antes de tocá-la, o governo deve conquistar o investidor.
Pág. A3)
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Folha de S. Paulo
Henrique Alves, suspeito na Lava Jato,continua na pasta do Turismo
O presidente interino, Michel Temer, manteve Henrique Eduardo Alves no Ministério do Turismo. Na segunda (6), a Folha revelou que a Lava Jato suspeita da participação do ministro em desvios de dinheiro da Petrobras.
Para Temer, não há motivos suficientes para afastar Alves, que afirma ter recebido somente doações legais.
O interino também decidiu manter no cargo a secretária das Mulheres, investigada pela Polícia Federal.
(Poder A4)
Delator afirma que Pimentel recebeu de empreiteiras
O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, afirmou em delação que a Odebrecht e a OAS pagaram R$ 14,5 milhões em propina ao governador de Minas, Fernando Pimentel (PT).
O valor teria sido pago por facilitações no BNDES e no Desenvolvimento e usado como caixa dois na campanha de 2014. As empreiteiras não se manifestaram. A defesa de Pimentel disse que as informações são falsas.
(Poder A8)
Recursos do BNDES para metrô, trem e VLT crescem 50%
O BNDES aumentou em quase 50% o volume de recursos para metrô, trens e VLTs em 2015, com R$ 7,6 bilhões em obras em São Paulo, Rio e Salvador, mas o crescimento ainda não significou nenhum quilômetro a mais de vias em funcionamento. Para 2016, a expectativa é alta de 5% da malha.
(Mercado A11)
Ministro cobrou da Câmara R$ 26 por 'combo’ em cinema (Poder A5)
Painel :: Governo desiste de criar 14mil cargos e se põe contra alta de salários do STF
O governo Michel Temer desistiu de criar os 14 mil novos cargos federais aprovados pela Câmara dos Deputados na semana passada.
O Planalto também deve se posicionar contra o aumento salarial de ministros do STF, mas mantendo o reajuste dos servidores do Judiciário, já acordado na gestão Dilma.
Como o vencimento de um magistrado do Supremo define o teto salarial no serviço público, haveria um efeito cascata no país.
(Poder A4)
Editoriais
Leia “Encarar a sujeira”,
sobre instabilidade política do governo Temer, e “Retrocesso nas UPPs”,
acerca de problemas no Complexo do Alemão.
(Opinião A2)
Manchete : Comissão do Senado desiste de acelerar o impeachment
O presidente da comissão especial do impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), recuou e manteve o prazo de 15 dias para que a acusação e a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), apresentem ao colegiado as suas alegações finais.
No fim da semana passada, ele havia acatado um pedido da senadora Simone Tebet (PMDB-MS) para uma redução, para cinco dias, para cada uma das partes. Isso levou o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, a recorrer ao Supremo.
Segundo a Folha apurou, o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, indicou que derrubaria a decisão da comissão, o que levou Lira a rever sua posição. Assim, a votação final sobre o impeachment da petista deve ocorrer só em agosto Nos últimos dias, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), suspendeu cerca de R$ 400 milhões reservados por Dilma, às vésperas da primeira votação do afastamento no Congresso, para emendas de políticos aliados.
(Poder A5 e A6)
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