Por Altamiro Borges

Na sexta-feira (3), a Petrobras anunciou um novo reajuste no gás de cozinha para embalagens em botijões de 13 kg. A facada desta vez será de 4,5%. É o quinto aumento consecutivo imposto pela quadrilha de Michel Temer desde que a companhia mudou sua política de preços para o GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), em junho passado. Neste curto período, o produto essencial na maioria dos lares brasileiros já acumula uma alta de 54%.

Em comunicado lacônico, a Petrobras alegou que “o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério Norte”. Dois dias antes, a empresa também já havia anunciado aumento no preço do GLP para embalagens maiores do que 13 kg, mais usadas por comércio e indústria. A alta foi de 6,5%. Neste caso, o reajuste acumulado desde junho é de 29,5%.

Até o midiota mais tacanho que foi às ruas rosnar pelo “Fora Dilma”, dando a sua contribuição para alçar ao poder a quadrilha de Michel Temer, deve se lembrar que antes do golpe o preço do produto era controlado. Esta política foi iniciada logo no começo do governo Lula, em 2003, com o objetivo de conter a inflação e foi oficializada em resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Agora, porém, os ricaços que assaltaram o poder alegam que este controle de preços “prejudica a atração de investimentos para o setor” e botam para ferrar na sociedade, inclusive nos coxinhas otários.




Altamiro Borges

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