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| Foto: Ricardo Stuckert |
Datafolha bateu no mesmo ritmo: Lula segue fortalecendo sua liderança, especialmente entre mais pobres, menos escolarizados e moradores da região Nordeste. O petista também ganha em todos os cenários de segundo turno. Ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Geraldo Alckmin (52% a 30%), Marina Silva (48% a 35%) e Jair Bolsonaro (51% a 33%).
Como se sabe, o trio Paulsen, Laus e Gebran Neto é única coisa entre Lula e 140 milhões de eleitores. Como o PT certamente recorreria de uma condenação, o partido acredita ser possível mantê-lo na disputa pelo menos até o primeiro turno. Então, o bumbo está longe de parar. Espera-se, com isso, criar uma espécie de fato consumado da permanência de Lula, gerando um desconforto com qualquer ação no “tapetão”.
Como houve alterações em cenários, só é possível comparação com levantamentos anteriores nas simulações de intenção espontânea de voto no primeiro turno e estimuladas no segundo. Luciano Huck saiu – ou deu um tempo, já que na próxima segunda-feira volta a se reunir com membros do grupo Agora! -, Alckmin se consolidou como o candidato do partido, devendo assumir a presidência da agremiação no dia 9, e o deputado Jair Bolsonaro segue mordendo o segundo lugar, levado por seu eleitorado hidrófobo.
Em um cenário com Michel Temer, Joaquim Barbosa, Ciro Gomes e Henrique Meirelles, ministro da Fazenda que já declarou querer ser presidente, Lula, o líder, teria 34% dos votos, e Bolsonaro 17%. Marina Silva, com 9%, aparece numericamente acima do pelotão encabeçado por Alckmin, 6%, e Ciro, 6%, mas tecnicamente empatada com ambos. Quando a intenção de voto é questionada sem apresentação de nomes, Lula surge com 17% das citações e Bolsonaro, com 11%. Todos os outros pontuam de 1% para baixo. O “ninguém” tem 19% e não sabem afirmar em que candidato votariam, 46%.
A candidata da Rede oficializou neste sábado, 2, o que todo mundo já sabia: que vai tentar pela terceira vez não morrer nos igarapés. Claro, para tomar decisão tão grave, passou por um “ciclo de reflexão”.Afinal, a Rede terá apenas 12 segundos de aparição no horário eleitoral gratuito. Como é um partido novo, não elegeu deputados em 2014, critério usado na repartição do fundo partidário. Mais interessante que o discurso repetitivo de Marina foi uma carta lida antes, repleta de críticas ao atual governo e à ação política do “conluio”. O documento também condena as reformas.
Bolsonaro, por sua vez, não voltou a estimular matança por policiais, mas prometeu uma chave de braço no grupo Globo. Em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook, o deputado-capitão afirmou que, caso seja eleito presidente, irá reduzir verbas publicitárias do grupo. “Vocês aí têm uma audiência de 40%, do ‘Globo’. Mas pegam 80% da propaganda oficial do governo, que em grande parte, sustenta a mídia. Se eu chegar lá, vou fazer justiça, vão perder metade disso, vão ganhar só 40%”, prometeu.
Já Temer, também citado na pesquisa, e que aparece com apenas 1% – mesma pontuação do seu ministro Henrique Meirelles – participou ao lado de Alckmin de evento do Minha Casa, Minha Vida, na cidade paulista de Limeira. Temer disse que o desembarque do PSDB do governo será uma “coisa cortês e elegante”. Caso isso se confirme, será o único momento sofisticado desta pré-campanha.
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