Segundo a previsão do próprio governo, que em geral superestima a realidade, o Brasil teria déficit monstruoso em 2019 e deve permanecer assim até 2021. Portanto, em quase todo o primeiro mandato do próximo presidente. Seja quem for o próximo presidente, terá orçamento absurdamente reduzido e terá que administrar R$ 139 bilhões de rombo herdado do tinhoso e que pode ser maior ainda.


A realidade ficou bem aquém do prometido na frase bradada aos quatro ventos pela turba de idiotas verdeeamarelistas, “é só tirar a Dilma que melhora”. Até a PEC do Apocalipse que congela os investimentos públicos por 20 anos em conjunto com a lei de responsabilidade fiscal, que são tratadas como obras primas da política brasileira, serão impossíveis de serem cumpridas, levando o próximo mandatário à beira do precipício. Foi que avaliou o professor da Unicamp, ouvido pelo UOL, Pedro Rossi, que sintetizou:

“O presidente assume sem poder se mexer”.

Ainda ponderou que esse modelo de estado mínimo que se instaurou no Brasil, não dá certo e até o FMI já revisou suas convicção. Ou seja, o Brasil está na contramão da história, afirmou o economista.


“O que tínhamos de fazer é uma discussão ampla com a sociedade, explicar a gravidade da situação e os possíveis caminhos para enfrentá-la. O ideal era que este debate fosse feito na campanha eleitoral, o país escolhesse o rumo que quisesse seguir e, assim que assumisse em 2019, o presidente já começasse trabalhando no projeto eleito, sem mais perda de tempo, porque nossa situação é urgente.”




*Com informações do UOL.


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