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Reprodução da matéria publicada nesta segunda-feira (6) pelo jornal Le Figaro.
Reprodução/Le Figaro
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O jornal Le Figaro desta segunda-feira (6) dá destaque para o anúncio da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que permanece detido em Curitiba. "Da prisão, Lula lança sua candidatura à presidência" é a manchete do diário.
Para Le Figaro, Lula nunca foi tão combativo. Desafiando a justiça, que provavelmente deve declará-lo inelegível, ele denuncia uma campanha trapaceada, escreve o correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Michel Leclercq.
A matéria lembra que o ex-presidente foi condenado no caso do tríplex do Guarujá e seus partidários denunciam uma condenação sem provas, com o único objetivo de impedir que Lula seja eleito. "Uma acusação nutrida por pesquisas muito favoráveis: Lula tem um terço das intenções de voto no primeiro turno, o dobro de todos os seus rivais, e ganharia facilmente no segundo turno", publica Le Figaro.
O diário lembra que o PT tem até 15 de agosto para registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral, que deve se pronunciar sobre a elegibilidade do ex-presidente até 17 de setembro. "Mas como no Brasil as possibilidades de recursos são ilimitadas, Lula poderá apelar tanto ao TSE quanto ao Supremo Tribunal Federal", explica o jornal.
Dom de mobilização
Para Le Figaro, Lula conta ainda com um poderoso dom de mobilização, tendo o apoio de líderes importantes na Europa - como o ex-presidente socialista François Hollande e a grande figura da extrema-esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, e no mundo, como o senador democrata americano Bernie Sanders e o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. E apesar de estar impedido de participar dos debates, gravar vídeos ou dar entrevistas, Lula continua sua campanha, sendo esse carismático líder popular, avalia o jornal.
Por isso, Le Figaro acredita que "a porta ainda não está fechada" para o petista. Literalmente, ressalta o diário, já que como ex-chefe de Estado, a porta da cela do petista não pode ser chaveada e os guardas são obrigados a bater na porta para entrar. Da prisão, reitera o diário, Lula continua a dirigir o PT e a decidir todos os detalhes de sua campanha.
O jornal também considera que o ex-presidente já planeja os próximos passos de sua carreira, visando as eleições de 2022. Segundo Adriano Codato, professor de Ciências Políticas da Universidade Federal do Paraná, "o objetivo do PT é denunciar uma eleição ilegítima, onde o principal competidor foi excluído ilegalmente". O especialista ouvido pelo jornal destaca que o partido deve protagonizar uma dura oposição ao governo eleito em 2018, "alimentando os quatro próximos anos da campanha de Lula até as eleições de 2022".
A matéria lembra que o ex-presidente foi condenado no caso do tríplex do Guarujá e seus partidários denunciam uma condenação sem provas, com o único objetivo de impedir que Lula seja eleito. "Uma acusação nutrida por pesquisas muito favoráveis: Lula tem um terço das intenções de voto no primeiro turno, o dobro de todos os seus rivais, e ganharia facilmente no segundo turno", publica Le Figaro.
O diário lembra que o PT tem até 15 de agosto para registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral, que deve se pronunciar sobre a elegibilidade do ex-presidente até 17 de setembro. "Mas como no Brasil as possibilidades de recursos são ilimitadas, Lula poderá apelar tanto ao TSE quanto ao Supremo Tribunal Federal", explica o jornal.
Dom de mobilização
Para Le Figaro, Lula conta ainda com um poderoso dom de mobilização, tendo o apoio de líderes importantes na Europa - como o ex-presidente socialista François Hollande e a grande figura da extrema-esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, e no mundo, como o senador democrata americano Bernie Sanders e o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. E apesar de estar impedido de participar dos debates, gravar vídeos ou dar entrevistas, Lula continua sua campanha, sendo esse carismático líder popular, avalia o jornal.
Por isso, Le Figaro acredita que "a porta ainda não está fechada" para o petista. Literalmente, ressalta o diário, já que como ex-chefe de Estado, a porta da cela do petista não pode ser chaveada e os guardas são obrigados a bater na porta para entrar. Da prisão, reitera o diário, Lula continua a dirigir o PT e a decidir todos os detalhes de sua campanha.
O jornal também considera que o ex-presidente já planeja os próximos passos de sua carreira, visando as eleições de 2022. Segundo Adriano Codato, professor de Ciências Políticas da Universidade Federal do Paraná, "o objetivo do PT é denunciar uma eleição ilegítima, onde o principal competidor foi excluído ilegalmente". O especialista ouvido pelo jornal destaca que o partido deve protagonizar uma dura oposição ao governo eleito em 2018, "alimentando os quatro próximos anos da campanha de Lula até as eleições de 2022".
RFI

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