Em mais uma matéria de denúncia da Folha de São Paulo, uma nova modalidade de fraude para impulsionamento de Fake News, foi apresentada. Dessa vez, o jornal mostra o uso de influenciadores digitais pagando por impulsionamento de material de campanha, incluindo notícias falsas, desta vez, no Facebook. A lei é clara nesse sentido, vedando a atividade de pagamento de promoção de conteúdo de campanha, que não seja o próprio candidato ou do CNPJ da campanha do candidato.

Há postagens mostrando o pedetista Cid Gomes criticando o PT e o candidato Bolsonaro anunciando 13º salário para as pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família.

Santi também impulsiona conteúdo por meio de outra página, a “Operação Bolsonaro”. Além disso, ele mantém os perfis “Reacionário de Topete” e “Time Bolsonaro”. Juntas, as páginas somam cerca de 500 mil seguidores.

O material é frequentemente retirado da biblioteca de mídia da campanha de Bolsonaro, no Facebook, tendo como principal alvo, Fernando Haddad, do PT.

O usuário Cláudio Machado, que se identifica como cônsul do Consulado Europeu, por exemplo, impulsionou publicação afirmando que, com Bolsonaro, a Europa vai investir mais no Brasil.

“Acredito que todos os que voluntariamente patrocinam a campanha o fazem pelo anseio de ver seu Brasil um lar para si e para as futuras gerações”, afirmou à Folha.

A União Europeia não possui nenhuma representação no Brasil além da Delegação da UE em Brasília.

A reportagem também localizou pessoas que se candidataram ao Legislativo que continuam usando posts pagos para fazer campanha política para Bolsonaro.

Há diversos casos e que deveriam ser punidos com multas que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

Portanto, é mais um caso de possível fraude eleitoral usando pessoas físicas, em impulsionamento de material de campanha paga por terceiros.


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