O membro do Juprog (Judeus Progressistas), Mauro Nadvorny gravou vídeo denunciando o assédio de alguns judeus em prol da candidatura de Bolsonaro; nele, afirma jamais ter imaginado que um povo martirizado pelos horrores do holocausto pudesse aderir a um discurso nazi-fascista; ele constata a triste realidade da adesão de alguns amigos e parentes: "Eu tive que me desfazer de amigos de longa data, de congelar velhas amizades... Até de parentes eu me afastei"; assista ao vídeo
247 - O membro do Juprog (Judeus Progressistas), Mauro Nadvorny gravou um vídeo denunciando o assédio que tem sofrido de alguns judeus em prol da candidatura de extrema direta de Jair Bolsonaro. Nadvorny afirma que jamais imaginou que um povo que sofreu os horrores do holocausto pudesse aderir ao mais violento, racista e autoritário discurso que insiste em parasitar um Brasil ainda fragilizado pelo golpe. Assista ao vídeo na TV 247 (ao final).
Em tom confessional, Nadvorny diz que essa eleição lhe serviu a um propósito: “ela despertou sentimentos os quais eu nunca tinha imaginado, talvez por inocência, talvez por ingenuidade... O fato é que eles estavam ali e eu simplesmente não os percebi. Eu tive que me desfazer de amigos de longa data, de congelar velhas amizades... Até de parentes eu me afastei”.
Nadvorny ainda destaca: “o que mais me doeu foi ver alguns deles tentando me convencer a votar em um fascista, principalmente aqueles que são (ou se dizem) judeus”.
Ele acrescenta: “me disseram que ele era o único amigo de Israel (...) que ele ia mudar a embaixada brasileira para Jerusalém (como se isso fosse trazer mais empregos)... Que ele vai fechar a embaixada palestina em Brasília como se isso fosse trazer mais segurança”.
Para Nadvorny, as pessoas que lhe compartilham a ancestralidade “concordam que suas esposas e filhas merecem ser tratadas com indiferença e desrespeito”. Ele se espanta e lamenta: “[ao apoiar um fascista como Bolsonaro] eles [admitem que] não gostam de negros, de homossexuais (mesmo tendo filhos gays)”.
assista ao vídeo de Mauro Nadvorny:
Em tom confessional, Nadvorny diz que essa eleição lhe serviu a um propósito: “ela despertou sentimentos os quais eu nunca tinha imaginado, talvez por inocência, talvez por ingenuidade... O fato é que eles estavam ali e eu simplesmente não os percebi. Eu tive que me desfazer de amigos de longa data, de congelar velhas amizades... Até de parentes eu me afastei”.
Nadvorny ainda destaca: “o que mais me doeu foi ver alguns deles tentando me convencer a votar em um fascista, principalmente aqueles que são (ou se dizem) judeus”.
Ele acrescenta: “me disseram que ele era o único amigo de Israel (...) que ele ia mudar a embaixada brasileira para Jerusalém (como se isso fosse trazer mais empregos)... Que ele vai fechar a embaixada palestina em Brasília como se isso fosse trazer mais segurança”.
Para Nadvorny, as pessoas que lhe compartilham a ancestralidade “concordam que suas esposas e filhas merecem ser tratadas com indiferença e desrespeito”. Ele se espanta e lamenta: “[ao apoiar um fascista como Bolsonaro] eles [admitem que] não gostam de negros, de homossexuais (mesmo tendo filhos gays)”.
assista ao vídeo de Mauro Nadvorny:

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