Segundo o estudo citado na reportagem, em 2015 cerca de 520 mil internações foram evitadas por conta da maior oferta de médicos no atendimento básico de saúde, representando um "aspecto positivo sob a ótica fiscal" equivalente a "um terço do orçamento do programa naquele ano".
O estudo da economista Débora Mazetto e de seu orientador, Enlinson Mattos, no mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisou dados de quase 3 mil cidades antes e depois do Mais Médicos, e apontou que houve redução de 4,6% das intenções em geral e de 5,9% nas relacionadas a doenças infecto-parasitárias, em 2015.
Naquele ano, mais de 11 milhões de internações custaram aos cofres da União cerca de R$ 18 bilhões. Com o Mais Médicos, economizou-se, portanto, R$ 840 milhões em internações. O montante representa 33% do orçamento do programa em 2015, que foi de R$ 2,6 bilhões.
O programa Mais Médicos com a participação de profissionais cubanos foi implementado em 2013. Em novembro de 2018, o Ministério da Saúde de Cuba anunciou o fim da cooperação entre os Países. A pasta alegou que o presidente eleito desrespeitou e colocou em dúvida a formação dos médicos cubanos, ao ameçar a exigência do Revalida para sua permanência no programa, entre outras mudanças que descaracterizam as diretrizes estabelecidas junto à Organização Pan-Americada da Saúde. Com a decisão de Cuba, o Brasil deve perder ao menos 8 mil médicos.
Leia a reportagem completa aqui.
GGN

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