Presidente da bancada ruralista, deputada ganhou apelido por defender o projeto que ficou conhecido como PL do Veneno.


By Débora Melo

ZECA RIBEIRO/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Tereza Cristina foi indicada pela bancada ruralista para o Ministério da Agricultura de Bolsonaro.



O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta quarta-feira (7), pelo Twitter, que a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) vai assumir o Ministério da Agricultura do futuro governo.


Presidente da bancada ruralista, a deputada é engenheira agrônoma e ganhou neste ano dos colegas o apelido de "musa do veneno", por sua atuação em defesa do projeto de lei 6299/02, que flexibiliza as regras de utilização de agrotóxicos no País, conhecido como PL do Veneno.

O PL foi aprovado em junho por uma comissão especial presidida por Tereza Cristina na Câmara e ainda precisa passar pelo plenário.

Tereza Cristina é a primeira mulher confirmada como ministra no governo Bolsonaro. A escolha ocorre após críticas de que a equipe de transição do presidente eleito era formada apenas por homens.

A deputada foi indicada formalmente a Bolsonaro por um grupo de 20 integrantes da bancada ruralista durante reunião na tarde desta quarta-feira no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo. A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), como é chamada oficialmente, possui cerca de 260 parlamentares.

De acordo com informações da Agência Brasil, o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que também integra a bancada ruralista, informou que o Ministério da Agricultura não será fundido com a pasta do Meio Ambiente. Ele disse, no entanto, que o nome indicado para o Meio Ambiente deverá ser "homologado" pelos ruralistas.


Débora Melo
Editora, HuffPost Brasil




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