A teoria da conspiração mais popular do mundo, provavelmente, é a que diz que o pouso na Lua em 1969 nunca aconteceu de verdade. Ao invés de uma conquista científica inovadora este episódio teria sido, na verdade, uma grande e elaborada falsificação. Uma fraude perpetrada pela NASA e pelo governo dos EUA para enganar o mundo em plena guerra fria.
Até hoje, porém, não há nenhuma evidência que aponte para este caminho. Mas isso não impede que as pessoas continuem acreditando que a NASA enganou o mundo com uma montagem bem feita. E pessoas em cargos importantes. Dmitry Rogozin, o chefe da agência espacial nacional russa, a Roscosmos, acaba de alimentar este rumor inabalável em uma reunião filmada com o presidente da Moldávia, Igor Dodon.
Em um vídeo postado em seu Twitter, o chefe da Roscosmos foi questionado se a NASA pousou na Lua há quase 50 anos. Em resposta, Rogozin propõe, aparentemente brincando, que uma nova missão russa investigará as controversas alegações: “Estabelecemos este objetivo para voar (até lá) e verificar se eles estiveram lá ou não”, diz ele na filmagem.
Embora a linguagem corporal de Rogozin durante a sessão de perguntas e respostas sugira que ele está brincando quando diz isso, não é a primeira vez que a Rússia levanta dúvidas sobre detalhes da missão Apollo 11.
Segundo texto publicado no portal Science Alert, em um artigo de 2015 publicado no jornal russo Izvestia, um porta-voz do Comitê de Investigação Russo, Vladimir Markin, pediu uma investigação internacional sobre o desaparecimento de filmes do famoso evento de 1969, enquanto questionava o paradeiro de amostras de rochas lunares coletadas pela NASA até 1972.
“Não estamos afirmando que eles não voaram [para a Lua] e simplesmente fizeram um filme sobre isso, mas todos esses artefatos científicos – ou talvez culturais – fazem parte do legado da humanidade, e seu desaparecimento sem deixar vestígios é nossa perda comum. Uma investigação revelará o que aconteceu”, afirmava Markin na época.
A declaração da autoridade russa foi dada logo após os resultados do escândalo que envolveu a FIFA, a entidade máxima do futebol e que contava com a investigação americana. Para ele, os “promotores norte-americanos se declararam os árbitros supremos dos assuntos internacionais do futebol”. Por isso, Markin propôs que os investigadores internacionais pudessem também examinar alguns dos elementos mais obscuros do passado americano.
“Uma investigação internacional poderia ajudar a resolver o mistério do desaparecimento de filmes do pouso original da Lua em 1969, ou explicar para onde os quase quatrocentos quilos de rocha lunar supostamente obtidos durante várias dessas missões entre 1969 e 1972 foram levados“, sugeriu Markin, de acordo com matéria publicada no jornal The Moscow Times.
De acordo com a agência espacial americana, o filme original do pouso na lua foi extraviado entre 200 mil fitas de vídeo que a NASA apagou intencionalmente para economizar dinheiro. Para restaurar as imagens perdidas, a agência espacial precisou procurar a Lowry Digital – uma empresa que restaura antigos filmes de Hollywood – para replicar as imagens originais do vídeo transmitido do evento. [Science Alert, Time, Moscow Times]
Hypescience

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