Usando um uniforme esportivo e empunhando um tripé fotográfico, Jair Bolsonaro incitou a multidão que o aplaudia a "metralhar a petralhada", num dos atos mais infames de sua campanha presidencial. Mas, ao assumir, decidiu voltar a sua metralhadora giratória primeiramente em direção aos índios. Por uma canetada, transferiu a demarcação das terras indígenas para o ministério da Agricultura.

Ora, o que esse ministério sempre quis foi tomar terra dos índios. Seja para plantar, seja para explorar as riquezas mineiras do subsolo. E o meio de sobrevivência dos índios são as terras, mais precisamente, as florestas que estão em cima delas, porque eles vivem de caça. Reduzir terras significa reduzir caça e assim reduzir a capacidade de sobrevivência.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

Sem terras, os índios terão de aderir à civilização branca ou desaparecer em breve por falta do que comer. Reduzir suas áreas também quer dizer aumentar o desmatamento, porque o agrobusiness precisa matar as árvores para crescer.

Bolsonaro encerra mais de 100 anos de proteção aos verdadeiros donos de todas as terras do Brasil. E quem criou a proteção aos índios foi um militar, o lendário Marechal Rondon, em 1910. E quem ampliou a proteção foi a ditadura militar, criando a Funai.

Bolsonaro matou a Funai com dois tiros. O primeiro foi transferi-lo para o Ministério do Pé-de-Goiaba; o segundo foi retirar dele a prerrogativa da demarcação das terras. A Funai acabou. Os índios não têm mais proteção.
Brasil 247

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads