Ministro Luiz Fux. Foto Nelson Jr./ASCOM/TSE
A suspensão é temporária, pois é muito possível, até bem provável, que o relator do caso, ministro Marco Aurélio, determine a retomada das investigações, que têm também como alvo indireto o ex-chefe de Queiroz, o senador eleito Flávio Bolsonaro, quando acabarem as férias do Judiciário.
É aí, porém, que está o pulo do gato: quando isso acontecer, a partir de fevereiro, Flávio terá assumido seu mandato no Senado e poderá abrir uma discussão sobre o alcance do foro privilegiado e pedir para ser investigado pelo próprio STF — onde, todos sabem, as coisas costumam acontecer em ritmo bem mais lento. No mínimo, a decisão de Fux permite à família e ao governo Bolsonaro ganhar tempo, na esperança de que, até o caso voltar a andar, tenha baixado o fogo de sua repercussão na mídia.
É improvável, porém, que isso aconteça. A mídia deve continuar em cima do tema e a decisão de Fux já está provocando reações entre políticos e juristas nas redes sociais. Afinal, a suspensão de uma investigação que pode envolver o filho do presidente desconstrói o discurso de combate à corrupção e à impunidade com o qual Bolsonaro se elegeu.
Os Divergentes
É improvável, porém, que isso aconteça. A mídia deve continuar em cima do tema e a decisão de Fux já está provocando reações entre políticos e juristas nas redes sociais. Afinal, a suspensão de uma investigação que pode envolver o filho do presidente desconstrói o discurso de combate à corrupção e à impunidade com o qual Bolsonaro se elegeu.
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